Estudantes do MIT criam impressora 3D que usa vidro em vez de plástico

Por Redação | 24 de Agosto de 2015 às 15h26
photo_camera Divulgação

As impressoras 3D são aparelhos recentes, mas já conseguem utilizar como matéria prima diversos materiais, incluindo plástico, silicone e — acredite — até chocolate. Só que esses aparelhos podem ir além, e é isso o que prova uma nova ténica desenvolvida por estudantes do Grupo de Matéria Mediada e do Laboratório de Vidro, ambos pertencentes ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Batizado de G3DP, o aparelho deixa de lado o plástico para dar espaço à impressão de objetos em vidro. De acordo com os pesquisadores, o processo de fabricação é quase o mesmo de uma impressora 3D convencional, com a diferença de ser muito mais preciso na hora de utilizar o material (no caso, o vidro transparente).

A fabricação envolve duas câmaras aquecidas para impedir que o vidro se entorne. Enquanto a câmara superior opera a mais de 1.000 graus Celsius e coloca o material na forma que o usuário deseja imprimir, a câmara inferior tempera o vidro, ou seja, aquece e resfria o componente para amolecê-lo e controlar sua maleabilidade. A tecnologia é semelhante à produção comum do vidro, que envolve misturar areia sílica com calcário, carbonato de sódio e outros materiais e fundir tudo isso em temperaturas acima dos 1.500ºC.

Obviamente, todo o equipamento construído pelo MIT foi baseado em peças que suportam altíssimas temperaturas. O que mais chama atenção é mesmo o processo de impressão dos objetos. É impossível não se hipnotizar com o material escorrendo e moldando a peça. Assista:

Segundo os cientistas, uma impressora 3D que produz objetos em vidro abre um novo caminho para inúmeras possbilidades. Uma delas seria imprimir vidro em diferentes tamanhos e formas para transmissão de luz para aprimorar designs de fibra ótica. No que isso aplicaria? Por exemplo, em materiais de construção e outras estruturas mais resistentes para permitir que a fachada em vidro de um prédio fosse conectada via fibra.

Por enquanto, a impressora não pode fabricar itens com superfície lisa — seria necessário readequar o processo de remodelagem para esse tipo de objeto. Contudo, jarras, vasos, copos cinzeiros e outras peças de vidro já passam pelo crivo da máquina, que ainda está em fase de desenvolvimento e não tem data para chegar ao mercado.

Fontes: MIT, Engadget