Engenheiros do Centro de Pesquisa de Palo Alto criam chip autodestrutivo

Por Redação | 11 de Setembro de 2015 às 16h00
photo_camera Foto: Reprodução

A Xerox Palo Alto Research Center (PARC) desenvolveu um chip que, sob comando, tem o poder de se autodestruir. De acordo com os engenheiros responsáveis, a ferramenta é revolucionária para aplicações que exigem alta segurança.

O chip faz parte de um dos projetos da agência de pesquisas ligada ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a DARPA, e pode ser usado no armazenamento de dados como chaves criptografadas. Com a autodestruição acionada, o chip se estilhaça em milhares de pedaços tão pequenos que seria impossível a reconstrução.

Gregory Whiting, cientista sênior da PARC, apresentou a tecnologia no evento "Wait, What" na cidade de St. Louis, nos Estados Unidos, na última quinta-feira (10). "Estamos interessados em aplicações de dados de segurança e coisas do tipo. Nós realmente queremos chegar a um sistema que é muito rápido e compatível com eletrônicos comerciais", diz.

Whiting explica que o chip é baseado na tecnologia do vidro Gorila Glass usado em várias telas de smartphones. "Nós pegamos o vidro e o alteramos para desenvolvê-lo sob estresse. O que você tem é um vidro, que por ter sido colocado sob forte estresse, se fragmenta em diversos pedaços minúsculos", afirma.

Então, quando um circuito é ligado, um pequeno resistor começa a se aquecer, quebrando o vidro. Mesmo depois que um fragmento se separa do outro, a pressão permanece nele fazendo com que ele continue se quebrando.

Na demonstração feita durante o evento, o circuito autodestrutivo foi acionado por um foto-diodo que ligava quando uma luz brilhante era apontada a ele. A luz foi fornecida, neste caso, por um laser. Mas Whiting explica que o gatilho pode ser qualquer coisa que parta de um interruptor mecânico para sinal de rádio.

O produto promete ser bastante útil para a segurança computacional, pois a destruição do chip garante o desaparecimento completo e instantâneo da chave criptografada armazenada.

Fonte: IDGNow

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