Diretor de produtos do Facebook acredita que sites já são algo ultrapassado

Por Redação | 01 de Junho de 2016 às 09h09

A tendência mobile mudou fundamentalmente a dinâmica da distribuição da informação. Houve uma rápida adaptação ao conceito de feeds, que supre bem as necessidades atuais dos usuários. As mudanças também afetaram a atuação de designers, que precisam se adaptar a este novo cenário.

Para alguns, estamos entrando em um novo período, a "era da plataforma", em que é melhor pensar em projetos dentro de sistemais mais amplos, adequando-se a eles, do que criar novos sistemas e websites, com conceitos novos. O mercado mobile foi o principal propulsor disso, como foi com a chegada dos PCs e em seguida os laptops nos anos 80.

"A coisa mais importante para designers é solucionar problemas", explica o diretor de design de produto do Facebook, Jon Lax. "É possível fazer isso esteticamente de maneiras diferentes, mas, se não é oferecida uma solução com o design digital, o que está sendo feito é arte", complementa.

Explorar a criatividade dentro das plataformas existentes pode ser mais produtivo do que apenas pensar em design digital, só é preciso ter em mente que certas habilidades terão de mudar. "É como a época que começamos a avisar os designers gráficos que eles deveriam abrir os olhos para a internet e fazer websites. Também houve muita resistência", afirma Lax.

Dentro do mundo mobile, há duas plataformas dominantes, iOS e Android, e um ecossistema com forças que trabalham juntas. Os dois sistemas têm regras de design que ditam muito do que deve ser feito, propondo certas padronizações. O Material Design do Google, por exemplo, dita que quando se toca na tela, um botão aparece ao alcance do dedo em vez de sumir. "Muitas opções de design fogem do controle do criador, o que é bom. Se cada designer tivesse de se preocupar como um botão se comporta, seria muito trabalhoso. Para os usuários, significa aprender a usar cada app novo", afirma o diretor de design. Isso é diferente do que era feito em meados dos anos 2000, em que os designer tentavam de tudo. "Agora, há uma padronização no conceito de web e mobile para gerar experiências consistentes", complementa.

Com a padronização, é mais fácil sair de um site e ir para outro para conseguir o desejado. "Nossa responsabilidade primária é com as pessoas, queremos fazer algo que as pessoas de todo o mundo utilizem. Quanto às empresas, nós temos uma responsabilidade de ajudá-las a se conectar com as pessoas", explica.

Websites estão mais sujeitos a marketing e marcas e se destacar com eles é algo muito importante, no entanto, quando se fala de produtos, eles se tornam mais úteis. Porém a internet é ampla e vai levar tempo para poder dizer que não há mais espaço para o design, apesar das estatísticas indicarem o caminho para o mundo mobile. "Mas nada acaba, as pessoas continuam fabricando vinis", finaliza Lax.

Fonte Mashable

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