Crescimento do mercado de smartphones continua reduzido

Por Redação | 31 de Julho de 2015 às 16h39

Os efeitos da futura estagnação, prevista por especialistas de mercado, continuaram a ser sentidos no mercado de smartphones durante o segundo trimestre de 2015. Entre abril e junho deste ano, 338 milhões de aparelhos foram enviados para as lojas. Há crescimento aqui, de 16% em relação ao período anterior, mas ele é mais baixo que as expectativas e o total alcançado em 2014.

Mas, como sempre, poderia ter sido muito pior. A Juniper Research, responsável pelo levantamento, cita o mercado chinês como um dos principais responsáveis pelo momento ainda bom na indústria mobile, com bons ventos para as marcas que escolheram dar foco ao setor asiático.

A Apple, por exemplo, viu o sucesso do iPhone 6 nos Estados Unidos e nos países da Europa ecoando pelo oriente. O faturamento com a região cresceu 112% e ultrapassou a marca dos US$ 134 bilhões no período, uma prova de que o foco que vem sendo dado pela fabricante ao território tem dado certo.

Outras marcas também têm ganhado bastante na China. A Huawei apresentou um crescimento de 50% nas vendas devido, principalmente, ao lançamento do modelo P8 e de sua performance na região. Enquanto isso, a Xiaomi, também altamente focada no mercado asiático, teve aumento de mais de 30% em suas receitas, principalmente nos setores de baixo e médio porte.

Aqui, porém, a Juniper aponta uma previsão de problemas. Enquanto a Huawei trabalha para expandir seu mercado para fora da China, a Xiaomi permanece totalmente focada por lá, e pode sentir bem em breve os efeitos do congelamento econômico que o país está enfrentando. É uma situação que está afetando, por exemplo, a ZTE, e pode acabar freando o bom momento da “Apple chinesa”.

Falando em Maçã, a principal rival da empresa de Cupertino, a Samsung, tem apenas comemorações moderadas para fazer. Os envios de aparelhos da marca para as lojas continuaram a cair, mas as mudanças internas e no desenvolvimento de seus produtos permitiram que ela retornasse aos lucros. A chegada do Galaxy S6 e sua versão Edge também renovou o interesse pela fabricante, mas problemas na linha de montagem acabaram gerando uma baixa disponibilidade de produtos nas prateleiras do mundo.

Por outro lado, a Microsoft chegou ao fim do segundo trimestre do ano com alguns motivos para sorrir. A iminente chegada do Windows 10, lançado nesta quarta-feira (29), fez com que as vendas de aparelhos crescessem. Foram 8,4 milhões de dispositivos colocados nas prateleiras entre abril e junho deste ano, um aumento de 12% que deve se manter agora que a plataforma foi efetivamente lançada.

No final desse espectro, temos a BlackBerry, que continua sofrendo por não se adequar ao mercado e vendo o interesse de seus consumidores cair cada vez mais. Os números mais baixos registrados no relatório são da empresa canadense – envios de pouco mais de um milhão de dispositivos para as lojas e queda nas vendas, que levaram ao corte da linha 2015, que deveria ser de quatro celulares, para metade disso.

Fonte: Juniper Research

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.