Comparativo Ultra U10 x Galaxy Tab A8 (2019): qual é o melhor tablet?

Comparativo Ultra U10 x Galaxy Tab A8 (2019): qual é o melhor tablet?

Por Amanda Abreu | Editado por Léo Müller | 21 de Março de 2022 às 11h05
Erick Mockaitis/Canaltech

O Ultra U10 e o Samsung Galaxy Tab A8 são tablets mais focados para usuários de entrada, que fazem atividades menos complexas e utilizam esse tipo de dispositivo como um segundo aparelho na utilização do dia a dia.

Enquanto o Ultra — subsidiado pela Multilaser — acaba de chegar ao mercado brasileiro, a gigante sul-coreana lançou a primeira versão do A8 em 2019, com configurações abaixo do necessário mesmo para a época.

Afinal de contas, qual dos dois modelos deve ser o escolhido na hora da compra? Confira no nosso comparativo. Lembrando que, ao final da matéria, disponibilizamos links de confiança para a aquisição dos produtos.

Design e Construção

Em um primeiro momento, não notamos tanta diferença na parte da construção dos dispositivos. Tanto o Ultra U10 quanto o Samsung Galaxy Tab A8 (2019) parecem ser feitos do mesmo material, mas a diferença é logo percebida assim que pegamos ambos os aparelhos em mãos.

Enquanto o modelo da gigante sul-coreana utiliza alumínio na traseira, o U10 é completamente feito em plástico. Apesar de a pintura da parte de trás ser feita remetendo ao aspecto do metal, assim que olhamos com maior atenção percebemos esse detalhe entre os dois.

Na minha opinião, isso é um ponto negativo da marca brasileira — subsidiada pela Multilaser —, já que alguns consumidores podem ser ludibriados se não notarem esse detalhe antes da compra.

  • Dimensões e peso do Tab A8: 210 x 124,4 x 8 mm – 345 gramas (Wi-Fi);
  • Dimensões e peso do Ultra U10: 244 x 172 x 9 mm – 810 gramas (versão LTE).

Ambos os tablets contam com dois alto-falantes, localizados na borda inferior dos produtos.

Acredito que os fabricantes tenham deixado a desejar nessa parte, já que boa parte da imersão ao assistir a vídeos e ouvir músicas é perdido por causa do posicionamento das saídas.

Samsung Galaxy Tab A8 (2019) (Imagem: Ivo/Canaltech)

Os sensores, no entanto, foram bem pensados pela Ultra. Não digo isso mencionando a qualidade dos registros e capturas (que falaremos mais a frente), mas sim pela posição que eles escolheram durante a construção dessa versão.

A lente frontal está centralizada junto a lateral superior do modelo para a utilização na orientação horizontal, ficando mais prática a utilização para videochamadas no geral.

Nesse caso, a Samsung fica para trás, haja vista que seu sensor frontal foi feito para ser utilizado na vertical, pecando na usabilidade e praticidade do usuário.

Por fim, temos os seguintes conectores e botões no Ultra U10:

  • Entrada para chip de operadora (LTE);
  • Entrada para cartão de memória;
  • Entrada USB-C para recarga da bateria e transferência de arquivos;
  • Botão para bloqueio/desbloqueio;
  • Botão de aumento/diminuição de volume;
  • Duas saídas de áudio;
  • Entrada P2 para fones de ouvido.

Já no Galaxy Tab A8 (2019):

  • Entrada para cartão de memória;
  • Entrada Micro USB para recarga da bateria e transferência de arquivos;
  • Botão para bloqueio/desbloqueio;
  • Botão de aumento/diminuição de volume;
  • Duas saídas de áudio;
  • Entrada P2 para fones de ouvido.
Ultra U10 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Configuração e Desempenho

Ambos os dispositivos sofrem de um problema bem parecido quando o assunto é desempenho, já que suas configurações não são suficientes para uma parte considerável das atividades realizadas através deles.

Começando pelo modelo da gigante sul-coreana, a performance do A8 já estava abaixo do necessário e esperado mesmo no ano do seu lançamento (2019). Começando que a plataforma utilizada nessa versão é um Snapdragon 429, de 12 nm.

Apesar de a Qualcomm ser reconhecida por possuir um dos chipsets mais poderosos do mercado, sua linha de entrada é incompatível para boa parte dos apps e jogos atuais, além de não ter poder de fogo suficiente para o multitarefa.

A memória RAM também é culpada nesse resultado, já que seus 2 GB entregam pouco espaço de trabalho, sendo impossível abrir mais que um programa ou tarefa de uma única vez.

Para ser honesta, ela mal consegue rodar o sistema Android adequadamente, o que por si só já é um problema bastante considerável.

A baixa resolução do Galaxy Tab A8 (2019) é um dos pontos fracos do dispositivo (Imagem: Ivo/Canaltech)

E antes que você pense que isso muda no U10, lamento informar, mas a experiência é bastante semelhante ao Tab A8. O SC9863A é a versão escolhida pela marca brasileira para dar vida ao modelo da Ultra.

Ainda que possamos notar uma ligeira melhora sob o concorrente, o Unisoc também fica abaixo do esperado e necessário para a atualidade, deixando dúvidas do porque fora escolhido durante a criação do aparelho.

Foram disponibilizados 3 GB de memória RAM que, apesar de ser um pouco a mais do que no modelo da concorrente, continua com o mesmo problema citado anteriormente.

São incapazes de dar vazão a múltiplas tarefas e apps mais recentes sofrem com travamentos, lentidão e baixa responsividade.

Entretanto, entre os dois tablets, posso afirmar que o Ultra U10 se sai melhor no quesito geral, já que sua construção foi feita utilizando partes e peças mais recentes. Porém, ainda assim, vale enfatizar que você não comprará algo muito melhor ao tomar essa decisão.

O mesmo problema ocorre com o U10, já que a sua baixa resolução dificulta na visualização dos conteúdos multimidia (Imagem: Ivo/Canaltech)

Tela

Seguindo exatamente as mesmas características anteriores, a tela não é um ponto forte nos dois modelos. Começando pela resolução baixa que encontramos nas duas versões. O U10 com seus 1280 x 720 e o Tab A8 com 1280 x 800 pixels.

Dada a escolha pela resolução HD, a visualização de palavras e ícones menores fica bem dificultada. A “diluição” delas transforma a experiência da leitura em algo dificultoso e passável em muitos aspectos.

Mesmo com tamanhos diferentes — 8 polegadas (Samsung) contra 10,1 polegadas (Ultra) —, a usabilidade não é melhorada na tela de maior tamanho, tampouco percebemos cores ou imagens com mais detalhes.

O consumo de conteúdos multimídia também é bastante inferior a outros modelos bem parecidos no mercado, incluindo alguns feitos pela própria Samsung. Apesar de o painel TFT da marca ter boa qualidade, percebemos que no A8 isso não é uma verdade, já que ela foge do padrão entregue pela marca.

O baixo nível de brilho é outro problema crônico dos dispositivos, já que é praticamente impossível utilizá-los em ambientes externos, principalmente se a luz do sol estiver presente. A alta luminosidade afeta o uso dos tablets e impossibilita o uso nessas situações.

Logo, o usuário precisa entender que, por se tratar de dispositivos de entrada, o recurso e a atenção dada a muitas partes é precária e fica abaixo do ideal e recomendável.

As imagens com aspecto de esticadas e borradas, além do nível do brilho ser baixo, dificultam na utilização do Tab A8 (2019) (Imagem: Ivo/Canaltech)

Câmeras

Tanto o Ultra U10 quanto o Samsung Galaxy Tab A8 possuem a mesma quantidade de lentes, com uma pequena diferença entre elas.

Enquanto o A8 (2019) tem sensor frontal e traseiro em 2 MP e 8 MP, respectivamente, o Ultra entrega um pouco mais de qualidade dos registros feitos, já que sua lente frontal tem 5 MP, enquanto a traseira segue com os mesmos 8 MP do concorrente.

Entretanto, assim como nos outros tópicos, temos exatamente os mesmos defeitos que citei anteriormente. É necessário lembrarmos que os tablets costumam não entregar boa qualidade de imagem, já que eles não possuem o objetivo de serem aparelhos fotográficos principais.

Logo, o que percebemos nas capturas são cores lavadas, imagens com muitos ruídos e foco insuficiente nos objetos. Mesmo tirando fotos em ambientes iluminados naturalmente, ambos os tablets entregaram uma experiência sofrível em diferentes aspectos.

O posicionamento da lente frontal do Tab A8 também foi mal pensada pela gigante sul-coreana, já que obriga o usuário a utilizá-lo sempre na orientação vertical.

Portanto, podemos pensar que ambos os modelos possuem um conjunto de sensores feitos para a usabilidade geral, como a leitura de um QR code ou uma videochamada despretensiosa, mas nada além disso.

Bateria

A única parte que merece elogio nos dois dispositivos é a bateria. A autonomia dos modelos foi realmente pensada para quem usa os tablets durante muitas horas seguidas e nem sempre consegue uma tomada próxima para recarregá-los com frequência.

O Ultra U10 tem 6.000 mAh e durante os testes realizados por mim alcançou quase 11 horas de uso ininterrupto até que se esgote completamente. O padrão do carregamento é do tipo USB-C, presente na maioria dos aparelhos mais recentes do mercado.

Já o Samsung Galaxy Tab A8 (2019) superou as expectativas, conseguindo que a duração da bateria chegasse a pouco mais de 18 horas. Apesar de estarmos falando de um modelo mais antigo, é perceptível a atenção que a Samsung dispôs em sua construção.

O único ponto negativo nesse caso é o padrão Micro USB ser utilizado para a recarga e transferência de dados, já que é mais antigo e a maioria dos produtos semelhantes não utilizam mais esse tipo de conexão.

Padrão USB-C foi o escolhido pela fabricante no modelo U10 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Ultra U10 ou Samsung Galaxy Tab A8 (2019): qual vale mais a pena?

Levando em consideração detalhes como ano de lançamento, design, construção e, principalmente, desempenho, as duas opções acabam pecando nos mesmos quesitos.

Apesar de haver poucas diferenças entre eles, sabemos que um maior espaço interno e memória RAM impactam diretamente na usabilidade e na navegabilidade do usuário.

Dessa forma, o escolhido por nós é o modelo U10, da marca Ultra. Os 64 GB de armazenamento com 3 GB de memória RAM ficam a frente dos 32 GB / 2 GB entregues pelo A8, respectivamente.

Todavia, é necessário lembrarmos que estamos falando de tablets feitos para um público menos exigente, fazendo com que sua performance não seja muito melhor que a concorrente.

Dessa forma, caso seja necessário um poder de fogo maior para os apps e atividades feitas através dele, aconselhamos levar em consideração modelos mais robustos e preparados para esse tipo de finalidade.

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