Brasileiro passa em média 5,3 horas por dia no computador pessoal, diz pesquisa

Por Rafael Romer | 22.07.2015 às 17:00
photo_camera Divulgação

A Dell revelou nesta quarta-feira (22) uma nova pesquisa sobre os hábitos de uso e compra dos consumidores nacionais em parceria com o Ibope Conecta, que revelou que o brasileiro passa em média 5,3 horas na frente do computador pessoal todos os dias.

"Isso para a gente é um guia para desenvolver tecnologia", explicou Ana Claudia Braga, diretora de marketing da Dell Brasil. "Se você fica mais de cinco horas conectado, a bateria tem que durar bastante. Então nós começamos a alinhar e adequar toda linha de produtos para esse tipo de perfil".

O levantamento revelou ainda que as famílias brasileiras já têm em média 1,9 computador, compartilhado na maior parte das vezes por 2 pessoas. Mais da metade dos entrevistados (56%) cita o notebook como o principal computador pessoal do domicílio, que fica bem à frente dos tradicionais desktops, apontados como os dispositivos principais de 31% dos respondentes. Tablets são os terceiros mais citados, com 7% do total das respostas, seguidos pelos notebooks 2 em 1 (2%), all-in-ones (2%) e outros dispositivos (3%).

A pesquisa também mostrou algumas referências ao uso dos dispositivos pelo consumidor nacional, comparando a preferência entre computador e tablets. O computador ainda é o dispositivo preferido para a maior parte do uso doméstico, como assistir a filmes (85%), navegar na internet (74%) e acessar e-mails (73%).

A única das atividades na qual os consumidores preferem o tablet ao computador é a comunicação com amigos e familiares, em que 51% dos usuários afirmam que o tablet é a primeira opção. Além disso, 3% da base afirmou utilizar os dispositivos para games.

Apesar do momento de crise econômica no país, o levantamento também considerou que um número elevado de entrevistados (46%) tem planos de comprar um novo computador nos próximos seis meses. De acordo com a fabricante, o desejo de adquirir um novo produto está ligado principalmente ao avanço mais rápido de tecnologias, que puxam um ciclo de vida menor de produtos para o consumidor final.

Usualmente, fabricantes trabalham com um ciclo de vida de até 12 meses por dispositivo do usuário, mas mais de um terço dos respondentes brasileiros (34%) também afirmou que seu principal computador doméstico está em uso há mais de dois anos.

A mudança de geração do sistema operacional da Microsoft, com o lançamento do Windows 10, previsto para a próxima semana, pode motivar algumas das trocas de computadores. Durante a apresentação, a Dell afirmou que deverá começar a vender os primeiros equipamentos com a nova versão do Windows já a partir do próximo dia 29, inclusive no Brasil, mas a empresa ainda não revela quais modelos estarão disponíveis.

Na hora da compra de um novo computador, 57% dos entrevistados afirmaram que buscam em primeiro lugar um bom processador, seguido pela marca (22%) e memória RAM (8%). Além disso, 33% dos respondentes afirmaram que preferem lojas online para efetuar a compra, contra 19% de lojas físicas. Pouco mais de um quarto (29%) deles também leva em consideração opiniões e avaliações online.

Os notebooks lideram a lista de intenção de compra (58%), seguidos pelos desktops, com 20% dos respondentes. Segue o 2 em 1 com 12%, depois o tablet (5%) e os all-in-ones (4%). Em termos de futuro, os consumidores também avaliaram que os notebooks também deverão "envelhecer bem" como plataforma em longo prazo, com 55% do total deste prognóstico. O tablet vem em segundo lugar, com 31%, seguido pelo desktop, que ainda será relevante para 18% dos pesquisados. Outro número interessante é que 80% dos consumidores afirmaram que os smartphones serão o principal ponto de acesso à internet nos próximos dez anos.

A pesquisa foi realizada em junho deste ano com mil internautas de todas as regiões do país e maiores de 18 anos. O levantamento focou em membros das classes A, B e C que possuem computadores ou tablets pessoais, com 66% dos respondentes dentro do perfil de renda entre R$ 1 mil e R$ 5 mil. A margem de erro é de 3%, com confiança de 95%.