Blu-rays Ultra HD devem ser lançados ainda neste ano

Por Redação | 13 de Maio de 2015 às 13h06

Se depender das associações ligadas à tecnologia, muito em breve a resolução 4K deixará de ser território exclusivo dos serviços de streaming ou daqueles que possuem conexões poderosas com a internet. A Blu-ray Disc Association anunciou nesta semana ter finalizado as especificações para um novo formato, permitindo finalmente que discos sejam vendidos nas lojas com a máxima fidelidade de som e imagem.

O licenciamento da nova tecnologia deve começar ainda neste semestre, com os primeiros lançamentos sendo esperados ainda em 2015 – provavelmente na temporada de final de ano, quando usuários estão mais propensos a adquirir eletrônicos. E, infelizmente, isso será necessário aqui, já que os aparelhos atuais não são capazes de rodar Blu-rays Ultra HD. Por outro lado, a BRDA quer que as fabricantes assumam o compromisso de criar produtos com retrocompatibilidade, de forma a rodarem também os discos antigos.

Via de regra, aqueles que desejarem aproveitar a tecnologia 4K na sala de casa terão que, além de possuir um player adequado, ter uma televisão compatível, com suporte à entrada HDMI 2.0, capaz de transmitir todo o gigantesco volume de dados necessário para a altíssima resolução. Ambos os aspectos já são uma realidade nos modelos mais recentes, e como a porta é exatamente a mesma da convencional, outros televisores podem ser simplesmente atualizados para se tornarem capazes de funcionar desta maneira.

Essa atualização, inclusive, é outra promessa da Blu-ray Disc Association, que promete tornar a transição dos amantes do cinema a mais suave possível. Como representante de uma mídia relativamente nova e que, há poucos anos, substituiu o DVD, ela sabe como esse processo pode ser complicado e demorado, portanto, acredita que uma mudança tranquila é o melhor caminho para garantir o sucesso da tecnologia o mais rápido possível.

Os Blu-rays UItra HD serão capazes de exibir imagens com uma resolução de até 3840 x 2160 pixels, uma densidade de pontos que é quatro vezes maior que o padrão corrente, de 1080p. Além disso, a tecnologia traz cores mais vivas e um contraste mais dinâmico, além de poder entregar imagens com uma taxa de quadros mais rápida, um experimento que já vem sendo feito com alguns grandes lançamentos cinematográficos, como foram os filmes da trilogia “O Hobbit”, por exemplo. A diferença é que, agora, isso pode ser levado para a sala de casa.

Além disso, a BRDA fala sobre algo chamado “optional digital bridge”, que deve permitir a visualização de conteúdos em diversos aparelhos a partir de um mesmo disco. A organização não entrou em detalhes sobre o que isso significa, mas a ideia parece remeter a sistemas online que servem de suporte a filmes adquiridos na loja, permitindo que os clientes assistam a making ofs e especiais de qualquer lugar, ou até mesmo tenham acesso ao longa digitalmente em smartphones e tablets, por exemplo. Aqui, claro, sem a resolução 4K.

A chegada dos Blu-rays Ultra HD também deve sacudir as coisas no mercado de armazenamento. Apesar de servidores em nuvem estarem em patamares bem superiores, seu lançamento pode sacudir o mundo dos formatos físicos, uma vez que o disco é capaz de guardar 33 GB de dados em cada camada, e suporta até três delas.

E o trabalho nem acaba por aqui. Como muitos já devem saber, a resolução 4K não é nem mesmo o mais alto padrão vigente hoje em dia, já que experimentos já estão sendo realizados na direção do 8K, com uma contagem de 7680 x 4320 pixels. Câmeras que produzem vídeos no formato já estão disponíveis no mercado, mas toda essa carga de informações, claro, esbarra na dificuldade em se transmitir tudo isso até os espectadores.

Fonte: PC World

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