Apple Card é lançado de forma limitada nos EUA

Por Felipe Demartini | 06 de Agosto de 2019 às 10h34

O Apple Card começou a ser liberado nesta terça-feira (6) para os usuários dos Estados Unidos, ainda que de forma limitada. Alguns interessados no plástico (ou, melhor dizendo, titânio, já que esse é o material do cartão físico do serviço) começaram a receber e-mails da empresa indicando o início dos cadastros, que deve levar ao começo do funcionamento do serviço já nos próximos dias.

Ainda se trata de um acesso antecipado e limitado; sendo assim apenas um pequeno grupo de usuários de iPhone nos EUA receberam o contato. A ideia seria testar o funcionamento do sistema antes de seu lançamento definitivo, marcado para o final deste mês de agosto. Os convidados já podem realizar o cadastro e aguardar pela aprovação pelo Goldman Sachs, banco que trabalha com a Apple no lançamento da plataforma.

Uma vez aprovado, basta começar a usar, uma vez que o Apple Card, pelo menos em sua intenção original, não é um cartão de crédito “de verdade”. É claro, os usuários podem solicitar a citada versão física de titânio, mas as principais vantagens estão na utilização do pagamento via Apple Pay, que usará o sistema de comunicação por indução do iPhone para conversar com as maquininhas e processar as transações.

É também nesse método que está a maior vantagem, com a Apple prometendo cashback de 2% para qualquer compra realizada pelo celular, com 3% no caso de produtos Apple. Quando o cartão físico é utilizado, entretanto, esse retorno é de apenas 1%. As taxas de juros são as mesmas para todas as modalidades e variam entre 13,24% e 24,24%.

Apple Card também tem versão física, mas empresa dá preferência à edição digital, que funciona a partir do iPhone e por indução (Imagem: Divulgação/Apple)

Outro enfoque dado pela Apple neste lançamento é a segurança contra fraudes. Como o pagamento é autenticado por sistemas como o Face ID, ele é mais seguro em relação ao método tradicional, usando senhas, além de ser mais fácil substituir um cartão clonado, bastando apenas apagar o número anterior e emitir um novo, digitalmente, para o cliente, um processo que é mais difícil no caso de plásticos físicos (e é justamente por isso que a versão de titânio não tem números, já que funciona como uma contraparte real da versão digital).

Qualquer produto pode ser adquirido com o Apple Pay, desde que a maquininha do ponto de venda aceite pagamentos por indução (ou nem mesmo isso, caso você possua a versão física que funciona em qualquer terminal). Entretanto, pelo menos nos EUA, o cartão não será aceito para compra de criptomoedas ou equivalentes financeiros como fichas de cassino ou bilhetes de loteria. Além disso, o sistema de pagamentos não aceitará aparelhos com jailbreak.

A Apple fala pouco sobre a chegada oficial do Apple Pay, deixando, por exemplo, de fixar uma data específica. Mas o lançamento de um acesso antecipado indica que a chegada do cartão pode estar próxima para os clientes dos Estados Unidos, apesar de a expectativa ser, mesmo, o final de agosto. No Brasil, entretanto, nenhuma notícia sobre esse assunto e não há nenhuma previsão de lançamento.

Fonte: Wired

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