Aplicativos móveis geraram US$ 34 bilhões em receita em 2015, aponta IDC

Por Redação | 10 de Maio de 2016 às 09h57

A IDC publicou números referentes ao mercado de aplicativos em todo mundo no Worldwide Mobile Applications Forecast 2016-2020. De acordo com consultoria de mercado, os usuários de dispositivos móveis instalaram um total de 156 bilhões de aplicativos, gerando um volume de receitas em torno de US$ 34 bilhões. A loja de aplicativos da Apple, a App Store, foi responsável pela maior fatia das receitas. De acordo com a consultoria, essas receitas são diretas e não incluem o volume de negócios associado à publicidade móvel. Para obter os números, foram analisados dados de 63 países.

A IDC prevê que, no ano de 2020, o número de aplicações móveis instalados cresça para 210 bilhões e as receitas oriundas dos apps atinjam a marca de US$ 56 bilhões. Mesmo com números tão grandes, os analistas preveem um abrandamento no crescimento tanto no volume de instalações de aplicativos como nas receitas diretas. "Essa tendência, que se deve maioritariamente à maturidade do mercado, fará com que o crescimento das instalações caia para um dígito na segunda parte da previsão", afirma a IDC.

Durante os próximos cinco anos, a média de crescimento anual das instalações ficará por volta de 6,3%. Já as receitas diretas vão manter-se em cerca de 10,6%, mesmo com o abrandamento no final do período. Os atuais números mostram que o ecossistema da Apple continua a ser o que mais gera receitas, com cerca de 58% do total e um crescimento de 36% em relação a 2014, mesmo com apenas 15% do número total de instalações. A Google Play lidera o número de aplicativos móveis instalados, com 60% do total e 36% das receitas. Apesar dos números, a loja do Google apresentou ganhos inferiores a anos anteriores. A previsão da consultoria é que a loja de aplicativos da Apple continue a ser superior ao Google Play.

De acordo com John Jackson, vice-presidente de pesquisa, medidas adotadas pelo Facebook para manter seus usuários mais tempo em seu aplicativo afetarão o número de instalações de aplicativos. "O Facebook e o Google continuam a dominar os gastos com anúncios no móvel graças à escala e sofisticação dos seus efeitos de rede, sendo que a iniciativa do Facebook de incorporar notícias e outros interesses na sua experiência irá empurrar para baixo o tráfego e o volume de instalação de aplicações mais discretas", explica o analista.

Pelo que parece, o mercado de aplicativos móveis ainda tem um bom espaço para ampliar seu alcance, mesmo com a estagnação nas vendas de smartphones em todo o mundo.

Via B!T Magazine

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.