Aplicativo permite que iPhone seja utilizado no tratamento de artrite reumatoide

Por Redação | 20 de Julho de 2016 às 20h31

Desde seu lançamento em 2015, muitos profissionais da área médica acreditaram que o ResearchKit, da Apple, poderia revolucionar a maneira como os médicos realizassem pesquisas. Diversas universidades e hospitais em todo o mundo já puderam utilizar a estrutura de software de código aberto para ajudar médicos e cientistas a reunirem dados de pacientes através de aplicativos no iPhone. Agora, a empresa de saúde GlaxoSmithKline (GSK) está começando a utilizar a ferramenta para um estudo sobre a artrite reumatoide, marcando a primeira vez que o ResearchKit é usado em pesquisa clínica.

O aplicativo PARADA, da GSK, é destinado a pacientes com artrite reumatoide e servirá para reunir dados através de sensores contidos no iPhone. Através do app será possível rastrear sintomas comuns da artrite reumatoide, como dores nas articulações e fadiga. Ele irá acompanhar a atividade e qualidade de vida de 300 pacientes ao longo de três meses. O novo app tem possibilitado que os pesquisadores façam um trabalho mais amplo em outras áreas, como no tratamento de Parkinson até depressão pós-parto.

Este ano, a Apple expandiu o potencial do ResearchKit com o lançamento do CareKit, que permite aos usuários visualizarem seus próprios dados. Uma das vantagens do aplicativo criado pela GSK é que os pacientes não precisam estar presentes em clínicas especializadas. Segundo a Apple, os pacientes podem completar as tarefas dentro do aplicativo, de modo que os pesquisadores podem receber os dados sem gastar tempo com papelada. Atualmente, a GSK está utilizando seu app apenas para realizar pesquisas clínicas.

Embora o aplicativo signifique um baixo investimento para grandes empresas do setor de saúde, os pacientes podem cansar de introduzir informações no aplicativo. Além disso, o alto preço do iPhone pode fazer com que a solução seja destinada apenas para os mais ricos. Rob DiCicco, chefe do grupo de inovação e plataformas digitais da GSK, reconheceu as potenciais deficiências, mas também ressaltou que o tradicional modelo de pesquisa clínica também tem lacunas a serem resolvidas.

Via Quartz

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.