Antes de lançar seu iPhone mais caro, Apple diz que aparelhos não são para ricos

Por Redação | 11 de Setembro de 2017 às 16h11

Os produtos da Apple são vistos pela maior parte dos consumidores como uma categoria premium, inalcançável para muitos. No caso dos smartphones, por exemplo, um iPhone é um aparelho que não sai por menos de R$ 3.000, no caso do seu último modelo, enquanto um telefone de entrada equipado com Android pode custar algo em torno de R$ 300.

Mas o CEO da Apple, Tim Cook, não vê os iPhones e iPads como produtos exclusivamente para os ricos. Em uma entrevista para a Fortune, ele disse que há modelos desses aparelhos em torno de US$ 300 (cerca de R$ 1.000) e que outras empresas têm margens maiores do que a Apple.

Ele provavelmente se refere ao modelo de iPad que começa em US$ 329 na loja norte-americana (no site brasileiro, o modelo mais barato sai por R$ 2.499) e ao iPhone SE, que está listado em US$ 399 no site da Apple dos EUA (no Brasil, R$ 2.499).

Estes comentários surgem na véspera do lançamento do novo smartphone da Apple, que provavelmente será chamado de iPhone X e deverá custar US$ 1.000 ou mais, de acordo com as previsões dos analistas — o evento com o anúncio do aparelho acontece nesta terça-feira (12). O iPhone mais caro hoje, o 7 Plus, começa em US$ 769 (R$ 4.099 no Brasil).

Desafios para a Apple

O aumento do preço para o iPhone topo de linha levanta dois desafios para a Apple. Primeiro: os consumidores estão prontos para pagar tanto por um smartphone? E depois, a presença de um modelo como o iPhone X pode tornar os smartphones de entrada menos impressionantes?

O que a Apple começou a fazer recentemente é tornar seus produtos topo de linha mais caros, ao mesmo tempo em que seus aparelhos de entrada são mais acessíveis. 

Dessa forma, seus produtos premium visam um público completamente diferente da base de usuários dos produtos de entrada. Isso ajuda a empresa a manter suas margens altas e oferece uma maneira de abrir novos mercados porque, quando você é tão grande quanto a Apple, é preciso criar novas estratégias para continuar crescendo.

Resta saber como isso vai acontecer no Brasil, onde os produtos de entrada da Apple estão muito acima do que o de outras marcas. 

Fonte: Business Insider