Waze anuncia expansão de parcerias com prefeituras no Brasil

Por Rafael Romer | 24 de Outubro de 2014 às 13h00

O serviço de navegação baseado em GPS Waze deu mais detalhes, nesta sexta-feira (24), sobre seu programa de parcerias com prefeituras para troca de informações sobre condições do trânsito, que deverá ser expandido no Brasil.

O país foi o primeiro do mundo a receber um programa piloto deste tipo, que começou a funcionar no Rio de Janeiro em julho do ano passado durante a visita do Papa Francisco à cidade. Na capital fluminense, o serviço é integrado ao Centro de Operações Rio (COR), que recebe informações em tempo real da plataforma sobre a situação das vias de trânsito da cidade.

No começo de outubro, o programa foi lançado oficialmente em escala global e agora já inclui 15 outras regiões e cidades. A implementação está em progresso em cidades norte-americanas do estado da Florida e Utah, além de Boston, Nova Iorque, Barcelona, Tel Aviv e Jakarta.

No Brasil, o Waze já confirmou a parceria com as prefeituras de Vitória (ES) e Petrópolis (RJ). Outras cidades como Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) também mostraram interesse no projeto e devem ser as próximas a recebê-lo.

"Não foi uma ideia do Waze começar esse programa, foi uma necessidade que a prefeitura do Rio de Janeiro encontrou e passou para a gente", explicou a chefe de programa de transmissão e parcerias do Waze, Flávia Sasaki. "Desde então a gente vem colaborando e formando esse programa para chegar onde está hoje, com relacionamento em mais de dez cidades do mundo".

De acordo com a empresa, a parceria é baseada na troca de informações entre o serviço e as prefeituras para melhorar as condições de trânsito em grandes cidades. Às prefeituras, o Waze fornece seus dados sobre regiões congestionadas, velocidade média nas principais vias e possíveis acidades ou problemas reportados por seus usuários dentro do sistema, permitindo respostas de emergência mais rápidas, tudo em tempo real.

Como contrapartida, o serviço recebe do poder público informações sobre obras, manutenção de vias e cronogramas de fechamento de ruas no caso de grandes eventos nas cidades, mantendo a atualização em tempo real do serviço. Todos os dados compartilhados são anônimos.

A parceria não envolve nenhum tipo de investimento por parte das prefeituras. Questionada, a empresa afirma que a ideia é manter esse tipo de programa gratuito e não transformá-lo em um pacote de serviço.

Estratégia de parcerias

Com pouco mais de seis anos de existência, hoje o Waze retira todo seu faturamento através das plataformas de publicidade embarcadas em seu GPS. O serviço não abre os números de faturamento, mas informa que o Brasil está entre os quatro maiores mercados para a empresa no mundo. Segundo a companhia, Estados Unidos, Brasil, França e México se alternam constantemente nos primeiros lugares.

No Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro são os dois maiores mercados, com, respectivamente, 1,5 milhão e 500 mil usuários ativos - usuários que se logaram no sistema ao menos uma vez no último mês. No mundo, são 50 milhões de usuários ativos.

Comprada pelo Google em junho do ano passado, a empresa baseia grande parte de sua estratégia de aquisição de novos usuários no estabelecimento de parcerias.

Por aqui, o Waze também deu início ao seu programa apelidado de Broadcast, que fornece serviços exclusivos com dados de trânsito para veículos de televisão e rádio. O programa piloto foi adotado pela Rede Globo em fevereiro deste ano, que tem exclusividade da plataforma entre TVs no Brasil, e pelas rádios Sulamérica Trânsito e Rádio Estadão.

A empresa também está conversando com operadoras de telefonia para estabelecer parcerias que otimizem o consumo de dado móveis por usuários durante o dia-a-dia. No Brasil, a empresa tentou um piloto com a TIM, mas o projeto foi descontinuado, e agora estaria tentando uma nova iniciativa junto à Claro.

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