Usuários de tablets são os que mais compram aplicativos, revela pesquisa

Por Redação | 04.09.2014 às 10:39

O mercado de tablets pode até estar tomando cada vez mais o lugar dos computadores na vida das pessoas, mas está longe de apresentar o mesmo crescimento que o de celulares. Isso em números totais, já que em consumo de conteúdo, os usuários dos aparelhos maiores estão bem à frente dos smartphones, estando mais dispostos a pagar por aplicativos e fazendo isso com mais constância.

Os números são da Frank N. Magid Associates, que indica um gasto médio de US$ 19 por usuário de tablet, contra US$ 13 dos donos dos celulares inteligentes. As compras in-app, ou seja, aquelas realizadas dentro dos próprios aplicativos, representam uma média de US$ 16, contra apenas US$ 9 dos smartphones.

Isso inclui todo tipo de conteúdo, como jogos, revistas e outros materiais premium. O único quesito em que os gastos médios são equivalentes é o campo dos serviços de streaming, como a Netflix, nos quais tanto os donos de tablets quanto de smartphones gastam em média US$ 20. As informações foram publicadas pelo CNET.

Para a consultoria, é isso o que explica, por exemplo, a maior proliferação de aplicativos mobile com suporte a anúncios. Como os usuários de smartphones costumam gastar menos com isso, os desenvolvedores precisam confiar nas propagandas para obter alguma renda. Além disso, na cabeça dos usuários, os celulares são associados a um consumo mais rápido de mídia e informação, ao contrário dos tablets, cujas telas maiores proporcionam maior conforto durante atividade de leitura ou exibição de vídeos mais longos, por exemplo.

Apesar dos números concentrarem todas as categorias, são os jogos que lideram boa parte desses resultados. Segundo a pesquisa, em 2014 os usuários de todo o mundo gastaram mais de US$ 16 bilhões em aplicativos, sendo que 70% de tudo isso está concentrado apenas nos games. A expectativa é que tais resultados sejam triplicados até 2019, com os tablets continuando a liderar o movimento e, inclusive, roubando cada vez mais público de consoles portáteis como o Nintendo 3DS e o PlayStation Vita.

O estudo também traz uma perspectiva interessante em relação à penetração dos dispositivos mobile. De acordo com a Frank N. Magid Associates, 71% da população dos Estados Unidos possui pelo menos um smartphone, um número que cresceu 10% em relação ao ano passado. Ao mesmo tempo em que mostra a proliferação dos aparelhos, porém, também é uma demonstração de que ainda há espaço para crescer.

No campo dos tablets, o crescimento é ainda maior. Os aparelhos estão nas mãos de 57% dos americanos, número 13% superior em relação ao ano passado e 45% se comparado com os números de 2011.