Uso de celulares e tablets para operações bancárias aumenta 335%

Por Redação | 11.10.2013 às 13:16 - atualizado em 11.10.2013 às 14:01
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Smartphones e tablets ganharam espaço no mercado e estão sendo cada vez mais utilizados pelos consumidores para realizar operações e transações comerciais. Uma pesquisa do Banco Central mostra que o número de operações feitas por meio de aplicativos em dispositivos móveis cresceu 335% de 2011 para 2012.

Os dispositivos móveis ainda respondem por apenas 2% das transações, mas constituem o canal que mais cresce no país. A internet, por sua vez, é o principal meio de relacionamento com os bancos desde 2012, tendo avançado mais 8,6% em 2011 em relação a 2010, sendo já responsável por 37% das operações.

Enquanto o uso da internet e dispositivos móveis crescem, a procura por agências e caixas eletrônicos cai cada dia mais. Em relação a 2011, essa procura caiu mais 1%, mas ainda correspondem por 25% e 26% das transações, respectivamente.

No cenário atual, os usuários de smartphones e tablets usam seus aparelhos para apenas consultar suas contas bancárias, em geral. Segundo o BC, 98% dos acessos não envolveram operações financeiras em 2012. Na internet, por outro lado, as operações financeiras ganharam espaço e já representam 25% do total.

Apesar do crescimento do uso da internet e de apps mobile, as agências e caixas eletrônicos estão perdendo espaço principalmente para as lotéricas, farmácias e supermercados. Em agências, houve uma queda de 12% no pagamento de contas, enquanto os clientes preferem estabelecimentos conveniados.

Segundo o BC, as agências bancárias estão virando "resolvedoras de problemas". Mais da metade dos clientes que foram aos bancos procurava serviços de abertura de contas ou solução de dificuldade, e não a realização de pagamentos de contas.

Cheque, lembra dele?

O Banco Central também afirma que houve queda de 9,5% no uso do cheque em relação a 2011, considerando o volume de uso (quantidade). Já os cartões de débito tiveram uso 14% maior, claramente roubando a fatia do cheque, que hoje já parece coisa do passado.