Ubuntu Touch, Tizen e Firefox OS: prontos para competir no mercado móvel?

Por Pedro Cipoli

A Mobile World Congress deste ano contou com a presença dos três novos sistemas operacionais móveis que pretendem disputar o seu dinheiro por apps, cada um deles com uma proposta e um público-alvo diferente. Ubuntu Touch, Firefox OS e Tizen foram mostrados funcionando em aparelhos reais e chamaram a atenção de muita gente, tanto para o bem quanto para o mal.

O que isso significa no cenário atual? Bem, tanto o Android quanto o iPhone conquistaram uma posição bastante confortável, representando juntos mais de 90% dos smartphones vendidos mundialmente. Mesmo o lançamento de novos concorrentes como Windows Phone 8 e Blackberry 10 não abalou o duopólio conquistado por Apple e Google.

Será que as novas plataformas conseguirão conquistar uma parcela significativa do mercado móvel? Ou melhor, será que os usuários gostarão tanto das plataformas que se aventurarão a utilizá-las e mostrar para os amigos sem medo de se tornar alvo de piadas? Cada uma delas é voltada para um público-alvo diferente, sendo projetadas para conquistar diferentes perfis de usuário, e vamos entender o motivo.

Ubuntu Touch

Ubuntu Touch

O primeiro deles é o Ubuntu, projetado pela britânica Canonical que ficou famosa no mundo Linux por desenvolver a primeira distribuição simples o suficiente para qualquer pessoa usar. A interface é bem acabada, sendo em geral a primeira escolha para quem quer se aventurar no sistema do Pinguim.

Com o Ubuntu Touch, a Canonical pretende conquistar os usuários que gostam do sistema operacional e querem utilizá-lo no smartphone e tablet, bastando ter um aparelho da linha Nexus do Google para poder experimentá-lo. Como podemos conferir no vídeo abaixo, ele traz uma área de notificações, tela inicial e outras características que vemos no Android e iOS, mas com um "algo a mais".

Em tablets, o Ubuntu Touch se propõe a melhorar um ponto que muitos usuários criticam nos modelos atuais: trazer uma experiência multitarefa real, com qualidade o suficiente para nos esquecermos os dias onde utilizamos um app por vez. Pelo que foi anunciado, as operadoras de telefonia ainda não têm planos de colocá-lo à venda em aparelhos novos, o que é uma pena.

Tizen

Tizen

Fazendo parte do plano da Samsung de dominar o mundo, o Tizen sempre foi visto como um "Plano B" da empresa caso o Android desse errado, ou talvez apenas mais um sistema onde a sul-coreana possa ganhar mais dinheiro. Porém, sendo recusado por fabricantes de smartphones e tablets aqui e ali em favor do Firefox OS, ele simplesmente não agradou.

Podemos ver o Tizen como uma cópia do Android, o que não seria um problema se fosse uma boa cópia. A combinação de uma interface espartana de pouco apelo visual e bugs e engasgos com mais frequência do que o suportável pode não agradar aos usuários que querem comprar seu primeiro smartphone, muito menos os power-users que gostam de vários cavalos-vapor por baixo do capô renderizando gráficos de última geração.

A maior crítica ao Tizen é que ele passou tanto tempo sendo desenvolvido e com nomes tão famosos apostando em seu sucesso (como a Intel) que é muito, mas muito desapontador que ele pareça um projeto de estudantes em seus primeiros meses de vida.

Firefox OS

Firefox OS

Voltado para usuários que querem comprar seu primeiro smartphone, como o Tizen (ou quase), o Firefox OS criou pouca expectativa e mostrou excelentes resultados, gerando curiosidade mesmo entre aqueles que já possuem um smartphone. Seguindo a cultura de software livre da Mozilla, todo o código fonte é aberto, a linguagem dos apps (HTML5) é aberta, a comunidade é aberta e o preço é interessante.

Não, não estamos falando de um possível substituto de um iPhone ou Android de última geração, mas de uma opção para usuários que querem ter um modelo onde podem fazer quase tudo que estes outros fariam sem custar os olhos da cara, além de não obrigar ninguém a sentar no fundo da classe para esconder seu celular.

Se você é um usuário de longa data do duopólio Apple e Google, é melhor esperar algum tempo até que modelos mais avançados cheguem às prateleiras e a plataforma cresça seu repertório de apps.

E você, usuário? O que achou das novas plataformas? Está esperando alguma das três chegar ao Brasil para experimentar? Conte-nos nos comentários!

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