Uber anuncia plano para melhorar segurança do serviço e dos passageiros

Por Redação | 11 de Dezembro de 2014 às 12h53

O Uber tem se mantido calado em relação as polêmicas que se envolveu nas últimas semanas, mas a acusação de estupro que causou até mesmo o banimento do serviço na cidade indiana de Nova Delhi, porém, não poderia passar sem um comentário da companhia. Em uma declaração oficial publicada nesta quinta-feira (11), um porta-voz da empresa se desculpou publicamente sobre o fato e anunciou um plano para aumentar a segurança de seus passageiros.

Os quatro passos propostos serão aplicados, inicialmente, na capital do país asiático. O Uber disse ter suspendido completamente seus serviços por lá – e que faria isso mesmo que a plataforma não tivesse sido banida – e, agora, trabalha para garantir que os usuários voltem a confiar no sistema.

Entre as mudanças estão alterações no processo de verificação de motoristas para incluir pesquisas profundas sobre antecedentes criminais, um sistema de feedback dos passageiros em relação aos motoristas, apoio completo a eles durante o processo de reclamação e, acima de tudo, a parceria com grupos de defesa às mulheres. Com isso a empresa espera que seja possível garantir um funcionamento seguro em uma cidade que já é considerada bastante perigosa para as mulheres.

Além disso, o serviço de transporte de passageiros garantiu que está colaborando com as autoridades para levar o responsável pelo estupro recente, Shiv Kumar Yadav, à justiça. A empresa também disse estar ao lado da família da vítima desde o começo e estar à disposição para o que for preciso.

Apesar de posar de bom moço, o Uber pode acabar sendo apontado pelas autoridades indianas como corresponsável pelo crime devido à falha de checar os antecedentes criminais de Yadav. Após capturarem o suspeito, os investigadores descobriram que ele já havia sido indiciado por estupro e, sendo assim, estaria inapto para prestar o serviço de transporte.

A notícia também teve impacto internacional, dando mais força para que cooperativas de transporte e governos de países da Europa, por exemplo, levantassem questões sobre o uso do Uber em suas cidades. A expectativa é que, caso a situação continue assim, mais banimentos ao serviço sejam instaurados em municípios ao redor do mundo, dificultando a vida da empresa e também a continuidade de seu funcionamento.

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que a empresa responsável pelo app homônimo se envolve em polêmicas. Os casos são os mais variados possíveis e vão desde o abuso de passageiras do sexo feminino até perseguição a jornalistas que criticam a empresa. Além disso, há diversos indícios de que a companhia espiona seus usuários e coleta informações sem a autorização deles, além de não contar com sistemas de segurança para proteger o acesso de terceiros a seus servidores.

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