Trust Jukebar: áudio de qualidade em qualquer lugar

Por Pedro Cipoli
photo_camera BRUNO HYPOLITO / CANALTECH

Existe um conceito de experiência de uso que diz que quanto mais simples for o funcionamento de alguma coisa, melhor. Talvez isso explique o sucesso do Bluetooth, uma conexão sem fios praticamente universal nos dias de hoje, na qual bastam alguns cliques para que um dispositivo funcione sem complicações. Atualmente, temos uma quantidade enorme de aparelhos que usam a tecnologia, indo de teclados, mouses e fones de ouvido até caixas de som portáteis, como a Jukebar da Trust que vamos conhecer agora.

A Trust é uma empresa holandesa ainda pouco conhecida aqui no Brasil, mas tem um bom repertório de produtos, em especial acessórios voltados para gamers e equipamentos de áudio, como a Tytan 2.1, que já chegamos a testar por aqui. Já a Jukebar tem um foco um pouco diferente, aproveitando "a onda" de caixas de som portáteis que chegou ao mercado nos últimos anos.

O design dela é bem interessante, lembrando bastante o estilo utilizado pela Bose e JBL. A região frontal dos speakers possui uma grelha com detalhes em losangos, com o resto do corpo emborrachado e duas "pernas" que fixam a Jukebar em praticamente qualquer superfície. Na parte de cima há 3 botões: aumentar/diminuir volume e um botão de controle.

A conexão é possível com qualquer dispositivo que tenha Bluetooth 2.0 em diante, além de contar com uma entrada e uma saída P2 para conexão física. Tal característica garante que o acessório funcione tanto em MP3 Players, que geralmente não têm Bluetooth, e desktops e notebooks mais básicos, que têm pelo menos uma delas ou às vezes contam apenas com Wi-Fi.

A Jukebar é pequena, menor do que as fotos podem sugerir, e cabe facilmente em uma mochila sem grandes problemas. O peso é consideravelmente leve, com 344 gramas. O "portátil" aqui também inclui uma bateria, que em nossos testes durou aproximadamente 14 horas e meia de uso. A Trust promete até 17 horas de uso e até acreditamos que a Jukebar consiga durar esse tempo todo, mas há uma série de fatores a se considerar.

Fizemos testes com volumes entre 50% e 75% (mais do que isso o som começa a ficar bem distorcido) e a autonomia não mudou de forma tão expressiva. Abaixo dos 50% a autonomia aumenta cerca de 30 minutos, chegando a quase 15 horas e meia com volumes abaixo de 20%. É um bom valor, considerando o tamanho do aparelho, e nesse ponto a Jukebar se destaca, exigindo apenas 1 hora e meia para recarregar.

Medimos esse tempo utilizando um carregador de Galaxy S4 (5V e 2A, 10 Watts), já que não há um carregador incluído na embalagem – um ponto bem negativo, diga-se de passagem. Ainda que provavelmente a maioria dos usuários tenha um carregador em casa, esses dispositivos são relativamente baratos para o fabricante, então por que não incluir um? Para carregar a Jukebar, há um cabo mini USB e um adaptador miniUSB/microUSB.

E a qualidade de som? Para sermos sinceros, melhor do que esperávamos, principalmente se o volume ficar abaixo de 75% (o que já fornece um volume bastante alto, já que a potência é de 3 Watts RMS). Isso porque acima desse valor o som começa a ficar distorcido de uma maneira bem perceptível e as caixas vibram tanto que começam a andar pela mesa. Os graves são bem pronunciados e os médios não decepcionam, mas músicas com muitos agudos ficam um pouco abafadas. Apesar disso, no geral os sons são bons.

Um recurso bem útil que acabamos descobrindo sem querer é que a Jukebar tem um microfone embutido. Se você está escutando música e alguém liga para o seu smartphone, ela automaticamente para a reprodução e se transforma em uma caixa viva-voz, funcionando de forma semelhante ao Jabra Speaker 510 Bluetooth que testamos aqui há algum tempo. Não sabemos exatamente onde está o microfone, mas com certeza não estávamos utilizando o que está no celular, que estava em outra sala.

Encontramos a Jukebar com preço médio de R$ 300 e em alguns lugares com valores ainda menores. Considerando o conjunto de recursos que oferece, o produto se mostra uma opção bastante interessante para quem busca um sistema de áudio portátil. Há equipamentos melhores? Sim, em especial das marcas que mencionamos acima, mas vale destacar que o áudio final não melhora proporcionalmente ao aumento de preço.

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