Tráfego mobile deve dominar a internet até 2018

Por Redação | 13 de Fevereiro de 2014 às 08h15

Depois de tomar o lugar dos computadores, o dispositivos móveis agora estão ocupando a internet. De acordo com dados da Cisco, o crescimento de tráfego online a partir de celulares, tablets e outros aparelhos do tipo deve crescer a uma taxa de 61% ao ano. Mas isso, na verdade, é uma média, já que o lançamento de novas categorias de eletrônicos, como os wearables, por exemplo, devem aumentar bastante esses números em períodos determinados.

Em 2017, por exemplo, a expectativa da empresa é que o tráfego mobile seja o triplo do que é registrado hoje. No ano seguinte, o volume de dados enviados e recebidos pelas redes deve chegar a 18 bilhões de GBs, um total que inclui também as tecnologias para automação de residências, que também passarão a ser cada vez mais conectadas à internet.

Os dados foram publicados pelo site da PC World e devem trazer um sorriso no rosto também para os provedores de conteúdo por streaming. Assim como no tráfego de internet em geral, serviços do tipo estão sendo cada vez mais utilizados em tablets e smartphones, com um total de 68% de todo o conteúdo móvel correspondendo a vídeos até 2018. Hoje, essa parcela já é alta e representa 53%.

2014 foi o primeiro ano em que as tecnologias vestíveis foram incluídas como uma categoria independente no estudo da Cisco. Segundo a empresa, tais aparelhos representarão 5% de todo o tráfego online até 2018 e chegarão a 176,9 milhões de dispositivos espalhados por todo o mundo.

Mensurar tais dados, porém, é difícil, uma vez que, normalmente, o fluxo de informação oriundo dos wearables é enviado para a rede a partir de smartphones. Mas até mesmo essa é uma tendência em queda, que hoje representa 99% e, em quatro anos, chegará a 87%, com o restante dos dispositivos funcionando de forma independente.

Mesmo com tamanho crescimento, a Cisco é cautelosa ao afirmar que estes gadgets se tornarão uma tendência. Para o diretor sênior de indústria da empresa, Thomas Barnett, o rápido e forte impacto produzido pelo mercado de tablets faz com que muita gente pense que o mesmo irá acontecer com outros nichos tecnológicos. Os wearables, apesar de terem altas constantes e bastante rápidas, não podem ser considerados um tiro certeiro por enquanto.

Para a Cisco, a presença de tantos dispositivos conectados à rede também representa um desafio para os fabricantes de roteadores, modems e outros dispositivos do tipo. Tais aparelhos precisam saber gerenciar a rede de forma eficiente e atender à demanda de diversos gadgets ao mesmo tempo de forma satisfatória. Tal aspecto, sabe a empresa, também é essencial para o sucesso das tecnologias vestíveis.

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