Smartphones auxiliam no tratamento de pacientes com problemas de saúde

Por Redação | 20.02.2014 às 10:45

Os smartphones já auxiliam de muitas formas a vida de usuários com os mais diversos aplicativos e agora se tornam aliados da medicina no tratamento de pacientes com problemas crônicos.

Nos EUA, aparelhos celulares estão sendo usados para realizar exames de eletrocardiograma a partir dos pulsos da mão de pacientes. Eles enviam o resultado dos testes online para um médico, segundo informa o site Phys, que pode avaliar a situação a partir dos dados que recebeu.

Morador da Carolina do Norte, E. B. Fox, 57, usa um pequeno monitor cardíaco conectado a um aplicativo desde outubro de 2013 para acompanhar sua arritmia. Ao perceber algo errado, o americano pode enviar por email o resultado de um exame para o médico que o acompanha.

O monitor é um exemplo do desenvolvimento da "mHealth", ou medicina móvel, e está mudando a forma como médicos e pacientes lidam com questões de saúde.

“Os aplicativos são uma das muitas ferramentas da mHealth que estão ajudando consumidores e pacientes a se empenharem em sua própria saúde”, afirmou David Collins, diretor da divisão móvel da organização sem fins lucrativos Healthcare Information and Management Systems Society.

Tecnologia e medico

Os médicos e desenvolvedores esperam que os aplicativos e dispositivos diminuam os custos com assistência médica, pois a quantidade de vezes que o paciente retorna ao médico durante um tratamento pode afetar o valor dos planos de saúde.

Um estudo nos EUA está analisando a relação entre os custos com a saúde e os dispositivos médicos móveis em pacientes com doenças crônicas. Eles receberam um iPhone e monitores cardíaco, de pressão ou um medidor de glicose para acompanhar a pressão arterial, arritmia ou diabetes por seis meses.

O pesquisador Cinnamon Bloss afirmou que sua equipe irá verificar se, ao monitorar os sintomas, os pacientes poderão evitar idas desnecessárias ao hospital.

No entanto, nem todos os que receberam os dispositivos aprovaram a forma diferenciada de tratamento, pois não querem ser incomodados ou perder tempo com os aparelhos.

De acordo com Iltifat Husain, fundador do site de aplicativos iMedicalApps, a falta de adesão aos tratamentos tem consequências significativas. “Eu vejo pacientes que chegam praticamente em coma diabético porque não estavam tomando seus medicamentos devidamente”.

Melhores aplicativos

Para Husain, os apps voltados para a saúde estão se desenvolvendo cada vez mais. “A qualidade dos aplicativos médicos aumentou tremendamente no último ano ou dois últimos, porque as pessoas têm melhores conhecimentos dos aplicativos”, disse para a AFP.

No entanto, apesar do aumento de informações que podem ser coletadas, Husein disse que é importante ter cautela. Para ele, o tratamento alternativo não necessariamente significa resultados melhores.

“Como sociedade, nós precisamos descobrir se nós estamos dispostos a mudar a fundamental relação física entre médico e paciente”.