Ralph Lauren vai testar “camisetas conectadas” no U.S. Open

Por Redação | 26 de Agosto de 2014 às 10h50

Para a Ralph Lauren, o futuro das tecnologias vestíveis não está em relógios, pulseiras ou óculos. A marca de luxo irá testar, junto com a empresa de tecnologia OMsignal, uma série de camisetas conectadas, que serão usadas pelos assistentes de quadra do U.S. Open. O torneio de tênis reúne alguns dos principais astros do esporte e começou nesta segunda-feira (25).

Para a empresa, trata-se de fazer algo diferente para variar um pouco do que a concorrência já realiza, na mesma medida em que evolui algo que já é de uso cotidiano. Para David Lauren, filho do reconhecido designer e atual vice-presidente de marketing da empresa, a ideia aqui é levar adiante algo que todos já conhecem e, acima de tudo, garantir que não exista estranheza nem uma curva de aprendizado na forma como as pessoas adotam a tecnologia vestível.

O executivo é categórico: quem está de olho em óculos ou artigos para usar no pulso quando se trata desse tipo de inovação está fazendo errado. Conforme publicado pelo GigaOm, para a Ralph Lauren, o objetivo é não adicionar mais peças ao vestuário diário das pessoas, e sim, garantir que a tecnologia seja integrada de forma prática e simples a ações cotidianas do dia-a-dia como, por exemplo, vestir uma camiseta para praticar esportes.

Voltando ao U.S. Open, as roupas conectadas vestidas pelos assistentes de quadra vão monitorar, durante todo o tempo, os sinais vitais de seus usuários. Tais informações serão enviadas, em tempo real, para smartphones e displays, onde poderão ser avaliadas durante todo o tempo para análise de como as condições climáticas, como o sol, calor e o próprio exercício físico, estão influenciando no corpo.

Apesar de tentar fazer diferente, o objetivo da Ralph Lauren para o futuro é semelhante ao da Apple, por exemplo: facilitar diagnósticos médicos e garantir um acompanhamento constante da situação corporal. Assim como vai acontecer no torneio com celulares ou monitores, as informações poderiam ser compartilhadas, por exemplo, com hospitais e profissionais da saúde.

De acordo com a OMsignal, as camisetas vestidas pelos auxiliares custam US$ 200 cada uma e contam com fios supercondutores, além de um pacote eletrônico removível para que a peça possa ser lavada. Como estamos falando de um teste, é claro que as coisas serão bem diferentes de quando, eventualmente, se tornarem reais para o consumidor final. Para a Ralph Lauren, a ideia não é apenas garantir que a tecnologia seja integrada a artigos do cotidiano das pessoas, mas também, que isso seja feita de forma barata. E, nesse ensejo, duas dezenas de dólares não é um preço aceitável.

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