Primeiro vírus para smartphones completa dez anos

Por Redação | 03 de Julho de 2014 às 10h35
photo_camera Divulgação

Notícias de vírus e malwares que atacam smartphones têm se tornado cada vez mais comuns. Apesar de não ser algo a ser comemorado, junho foi o mês de "aniversário" do primeiro código malicioso voltado a um dispositivo móvel, batizado de Cabir ou Caribe. Em junho de 2004, um jovem pesquisador espanhol, conhecido por Vallez, descobriu a possibilidade de criar uma prova de conceito de malware que se espalhava por celulares Nokia – líder de mercado na época – com sistema operacional Symbian S60.

No teste, Vallez mostrou que era possível criar um worm auto-replicante, capaz de propagar-se de um celular para outro, usando a conexão Bluetooth dos aparelhos. Esse primeiro ataque não era nocivo aos equipamentos ou aos dados pessoais dos usuários. O único efeito prejudicial era a redução do tempo de carga da bateria do celular infectado, por ter o Bluetooth constantemente conectado.

O desejo de provar uma teoria acadou trazendo consequências no futuro. “Os cibercriminosos utilizaram esse teste de Vallez para criar códigos realmente maliciosos - o que deu origem, alguns meses depois, a malwares voltados a celulares, como Skulls e Commwarrior, que tinham um propósito criminoso”, afirma Camillo Di Jorge, Country Manager da ESET Brasil. “Desde então, esse tipo de malware só tem crescido, em volume e em sofisticação. E a melhor forma de evitar as ameaças a dispositivos móveis é utilizar uma solução de segurança da informação adequada e, principalmente, ter um comportamento seguro”, complementa.

Até então, esse tipo de ameaça estava restrita aos computadores. Embora os meios de propagação de códigos maliciosos tenham aumentado, é possível se precaver tomando alguns cuidados simples, como instalar apenas aplicativos de lojas oficiais, manter o sistema operacional e aplicativos atualizados, utilizar senhas fortes e evitar o uso de redes públicas desconhecidas de Wi-Fi, além de desativar o Bluetooth e GPS quando não estiverem sendo utillizados.

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