Pesquisa do PayPal mostra que pessoas querem gastar menos tempo de forma inútil

Por Redação | 10 de Julho de 2014 às 18h10

O PayPal anunciou os resultados de uma pesquisa realizada em 15 países, incluindo o Brasil, que teve como finalidade compreender o comportamento das pessoas em relação à utilização do tempo, das tecnologias e do dinheiro, além de elementos centrais da People Economy, uma ideia do PayPal que visa à experiência de compra e venda das pessoas no mundo.

Christina Smedley, vice-presidente de Marca Global do PayPal, afirmou que as informações, conceitos e dados presentes na pesquisa são fundamentais para entender melhor o que os consumidores precisam e adptar as novas e as já existentes tecnologias às suas necessidades.

De acordo com a pesquisa, 70% dos consumidores do mercado global consideram que a tecnologia possui um papel importante para tornar os pagamentos mais simples, conectados e rápidos, oferecendo mais opções e melhorando assim a experiência de compra.

Os brasileiros, entre as 15 nacionalidades que fizeram parte da pesquisa, são os que mais se incomodam com as filas. 74% dos entrevistados disseram que a melhor parte dos sistemas de pagamento alternativos é que são métodos de evitar as filas. O tempo gasto no trânsito também foi um dado interessante que merece destaque na pesquisa. 33% dos consumidores do Brasil declaram que ficar preso em um congestionamento é um dos principais problemas.

No entanto, o tempo gasto com rotinas diárias para se chegar ao trabalho ou à faculdade parece ser um dos grandes problemas para a falta de tempo das pessoas em todo o mundo. Como a pesquisa revela, os italianos perdem em média 123 minutos (pouco mais de 2 horas) no trânsito entre o trajeto ida e volta do trabalho. Já os israelenses aparecem na segunda posição, com 117 minutos (quase 2 horas).

Reunindo os fatores como filas de espera, trânsito e outras rotinas, os brasileiros possuem uma das médias mais altas apresentadas no estudo. Eles relataram perder em média 94 minutos nessas diversas atividades. Apesar de ser um problema agravante no Brasil, não é exclusivo por aqui. A pesquisa menciona ainda que 56% das pessoas perdem horas todos os dias esperando em filas para realizar pagamentos, indo e voltando do trabalho em meio a congestionamentos, participando de reuniões sem importância ou realizando afazeres diários.

O povo alemão foi a único a demonstrar uma porcentagem consideravelmente alta, de 19%, de pessoas que afirmam ser altamente eficientes e que não perdem tempo útil.

Em Cingapura, 73% das pessoas gostariam que a tecnologia as ajudasse a evitar grandes filas. Na China, esse número é bem próximo, chegando aos 72%, enquanto na Austrália a porcentagem é de 51%.

Os europeus que participaram da pesquisa revelaram informações interessantes sobre a forma como lidam com o dinheiro. A maioria afirmou não gostar de ser forçada a esperar que alguém venha a receber um pagamento ou de ser obrigada a pagar com dinheiro "vivo" ao realizar uma compra. No Velho Continente, os países mais insatisfeitos foram a Espanha (55%), Itália e Rússia (53%), França e Turquia (41%) e Inglaterra (39%).

Para o e-commerce, a pesquisa revelou que os sites que pedem para que os clientes se cadastrem antes de efetuarem uma compra estão mais propensos a perderem vendas potenciais. Na Itália, esse número passa da metade dos consumidores (52%), assim como no Canadá (51%). Na Espanha, o número chega a 50%.

A pesquisa do PayPal também perguntou às pessoas o que elas fariam com o tempo que desperdiçam diariamente com as atividades já mencionadas acima. Os norte-americanos mencionaram que gostariam de passar mais tempo com a família (54%). Já os japoneses gostariam de se dedicar a questões pessoais (63%), os chineses disseram que dedicariam mais tempo às atividades físicas (48%), enquanto que boa parte dos hispânicos prefere passar o tempo realizando atividades de lazer (35%).

Países com economias aceleradas aderem aos serviços móveis

Alguns dados apresentados pelo PayPal apontam que as economias de maior crescimento aderem com maior facilidade aos serviços de pagamento mobile. Na China, por exemplo, 90% dos entrevistados utilizam seus smartphones para efetuarem pagamentos. Na Rússia, esse índice é de 85%, enquanto que no Brasil a porcentagem é de aproximadamente 70%. Com o sistema de pagamento por meio de dispositivos móveis sendo tão popular, boa parte dos chineses (35%) ainda prefere que esse tipo de transação seja mais simples.

O Brasil aparece no topo da lista dos países que buscam formas mais simples e práticas para realizar pagamentos por meio de dispositivos móveis. 30% dos entrevistados acreditam que isso é importante, contra 20% da média global.

Smedley afirmou que é possível que o PayPal reduza o tempo gasto no processo de pagamento dos seus 148 milhões de usuário ativos, visto isso ser muito importante para eles. "Seja passando mais tempo com a família ou amigos, relaxando, fazendo exercícios ou simplesmente se isolando em lugar silencioso, o valor desse tempo é imensurável". Com base nessas expectativas, é possível que o mercado de pagamentos online acompanhe a evolução do mercado global e se adapte às necessidades das pessoas.

O diretor geral do PayPal para a América Latina, Mário Mello, declara que o estudo realizado destaca que os mercados emergentes usam mais os dispositivos móveis para realizarem pagamentos do que os mercados desenvolvidos.

"É motivador saber que estes países adotam estas tendências de uma maneira mais rápida. Além disso, 60% dos nossos entrevistados consideram que os pequenos negócios locais poderiam se beneficiar dos pagamentos móveis ou online", afirmou Mello. O PayPal acredita também que essa pesquisa pode motivar empreendedores a adotar novas tecnologias para expandir seus negócios. "Comunicar estas estatísticas poderia ajudá-las a, finalmente, dar este salto em direção ao comércio eletrônico com transações mais simples, rápidas e seguras".

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