Para economizar tempo dos clientes, shopping testa GPS indoor

Por Felipe Demartini | 06.12.2013 às 08:35

A geolocalização, hoje, é parte integrante da experiência com redes sociais. Usamos o GPS para nos localizar e visitar o mundo pelo Google Maps, encontrar com os amigos por meio do Foursquare, pedir comida a partir de aplicativos específicos ou até encontrar um romance por meio do Tinder. O uso é global e as possibilidades também.

Por outro lado, existem as iniciativas que pretendem tornar os serviços de localização muito mais intimistas, mas apostando nas mesmas tecnologias. A indústria ainda está dando seus primeiros passos, mas já está chamando a atenção de gente grande. Lá fora, a Apple anunciou a compra da WiFiSlam, especializada em localização indoor. A Cisco também já mostrou tecnologia semelhante em parceria com a Qualcomm.

No Brasil, a MapMkt é uma das empresas a aplicar esse tipo de solução em um ambiente real. Os testes, que aconteceram ao longo do mês de novembro em um shopping de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, contaram com uma solução gratuita que rodava diretamente nos smartphones Android ou iOS dos clientes.

MapMkt

Só que aqui, os grandes caminhos e distâncias eram substituídos por algo mais simples, mas igualmente útil. O app, por exemplo, podia ser usado para localizar o veículo no estacionamento, localizar saídas, escadas rolantes ou o melhor caminho para um estabelecimento ou praça de alimentação. Tudo isso junto com um guia detalhado com horários, telefones, promoções e campanhas das lojas.

O shopping, que não é identificado devido a questões contratuais, não precisou instalar equipamentos adicionais ou modificar sua estrutura para trabalhar com a localização indoor. “Usamos os sensores disponíveis nos atuais smartphones, aplicando uma fusão [deles]”, explica Paulo Hartmann, sócio-diretor da MapMkt.

A geração de rotas é automática, a partir de algoritmos específicos. E mesmo a localização de altura, que pode ser problemática para o GPS, funcionou perfeitamente. “A acurácia na detecção de andares nos surpreendeu, assim como a performance dos movimentos”, conta ele. O shopping envolvido nos testes já se prepara para aplicar a solução de maneira definitiva.

O real encontra o virtual

Hartmann cita uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência para demonstrar a importância de seu trabalho. “Os resultados, nada surpreendentes, [mostraram] que as pessoas estariam dispostas a pagar até R$ 50 para ter uma hora a mais no dia, se isso fosse possível”, lembra. “Enxergamos que a conexão entre o mundo real e virtual que oferecemos é um otimizador de tempo.”

O foco, afirma ele, está completamente na experiência do usuário, de forma a facilitar os passeios pelo shopping e a localização rápida e precisa dos pontos de interesse. “[Podemos] auxiliar o consumidor a não gastar nem um minuto a mais que o necessário na hora da compra”, completa Hartmann.

As vantagens também existem para os lojistas e administradores, e vão além de um simples auxílio na localização do cliente. Hartmann explica que a plataforma da MapMkt é aberta, permitindo que cada estabelecimento personalize as opções ou crie promoções especiais ou exclusivas para quem usa o aplicativo.

O mercado ainda é novo, mas tem muito potencial. E se depender da tecnologia de navegação indoor, teremos mais motivos para andar por aí com os smartphones na mão.