Pagamentos por proximidade ultrapassarão cartões até 2020, revela pesquisa

Por Redação | 21 de Agosto de 2014 às 08h51
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O futuro é brilhante para quem não quer ter que ficar tirando a carteira do bolso na hora de pagar as compras. De acordo com uma previsão feita pelo instituto de pesquisas IBISWorld, até 2020 a grande maioria dos pagamentos será feita por proximidade, tendo o celular e seus sistemas de Near Field Communication (NFC) como a principal tecnologia em funcionamento.

Seria esse, então, o fim do velho movimento de digitar senhas em máquinas de cartão de crédito e responder à velha pergunta sobre passar “no débito ou crédito”? Para a empresa, sim, já que os plásticos são uma tecnologia obsoleta, em uso desde 1980, e que cada vez mais parecem estar sendo substituídos por opções mais práticas e seguras para os usuários e lojistas.

De acordo com os dados da pesquisa, que foram publicados pelo CIO, esse movimento está, inclusive, ajudando a reduzir o número de agências bancárias espalhadas pelas cidades. Na Austrália, país usado como sede do estudo, por exemplo, houve uma redução de 130% no total de estabelecimentos do tipo, com um para cada 3.558 pessoas. Em cinco anos, esse total será de um posto de atendimento para cada 3.847 pessoas.

Não se trata de uma competição entre as instituições bancárias, mas sim contra os meios menos tradicionais de pagamento. Enquanto os bancos ainda se apoiam em transações comuns e cartões de crédito, serviços como o PayPal, por exemplo, surfam na crista da onda dos pagamentos mobile ou utilizando proximidade, integrando todas as informações do usuário em um só lugar e oferecendo soluções melhores, mais rápidas e mais seguras aos interessados.

Para a IBISWorld, é só uma questão de tempo para que lojas de departamento, grandes redes varejistas e companhias aéreas também entrem nessa onda, assim como costumavam lançar seus próprios cartões de crédito ou programas de incentivo no passado. Utilizar a solução proprietária da marca preferida pode trazer vantagens para o cliente e fomentar o uso, na mesma medida em que os meios tradicionais de pagamento acabam ficando de lado.

E, por mais que esse seja um prognóstico não muito interessante para os bancos, a consultoria vê o panorama como positivo. Como acontece em qualquer mercado, uma maior competição – principalmente com novos players, que trazem ideias inovadoras para o setor – costuma ser benéfica e ajuda a avançar o mercado como um todo.

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