Olimpíadas: como funcionam os painéis de LED HD, muito comuns nos estádios?

Por Colaborador externo | 24 de Julho de 2012 às 11h55

Sergio Costa*

Cada vez mais comum nos estádios dos principais eventos esportivos mundiais, os painéis de LED de alta resolução começaram a ser marca registrada nas grandes arenas. O exemplo atual mais recente é do estádio do Corinthians, que será sede do jogo de abertura do Campeonato Mundial de Futebol de Seleções, e receberá quatro telões capazes de fazer transmissões para o público presente em altíssima definição.

Se até pouco tempo era surpreendente acompanharmos uma partida em TV colorida, como conseguimos alcançar um nível de qualidade da imagem tão rapidamente e em um projetor tão grande? A resposta para esta questão está na forma de fabricação dos LEDs para esta finalidade.

O diodo emissor de luz (sigla em inglês para LED) propriamente dito possui várias finalidades. Seu uso começou como sinalização, mas conforme a capacidade luminotécnica deste material foi sendo ampliado, ele passou a ser utilizado em lâmpadas, faróis e até projetores de grande alcance, como o do monumento ao Cristo Redentor, por exemplo. A partir daí sua utilização foi desenvolvida no sentido de funcionar em painéis de transmissão, cuja característica permite observar os movimentos de uma partida de forma antes inimaginável.

Como funcionam

A principal diferença entre um painel comum e o de alta resolução em LED é o espaçamento entre os pixels, ou seja, entre os pontos do diodo emissor de luz. Quando estão mais próximos, eles permitem a reprodução de imagens em melhor resolução do que quando é usada uma quantidade menor deles, já que, desta forma, poucos "pontos" da imagem são reproduzidos na tela.

O funcionamento dos grandes painéis geralmente é feito por meio de placas, cada uma com uma quantidade específica de LEDs, que trabalham como módulos independentes e se conectam em um sistema central para formar uma grande rede, capaz de promover uma imagem gigante em alta resolução.

Apesar de parecer complexo, o controle para funcionamento destes sistemas também já está bem simplificado. Hoje, estão disponíveis no mercado programas que permitem inserir diferentes vídeos e efeitos nos telões e realizar conexões com as transmissões de TV sem qualquer dificuldade.

Com a revolução tecnológica que vivemos atualmente, uma série de sistemas luminotécnicos para exibição de imagens nos estádios estão sendo disponibilizados, dando ainda mais vida ao espetáculo e desenvolvendo a imaginação do público nos grandes eventos. No Brasil, sede dos principais acontecimentos esportivos mundiais dos próximos anos, posso garantir que as tecnologias vigentes não deixarão a desejar com relação ao que foi e está sendo apresentado ao redor do mundo.

* Sergio Costa é responsável pela área de Projetos e Soluções na OSRAM do Brasil e pelo negócio Traxon na América Latina.

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