O que as pessoas desejam para o futuro da mobilidade?

Por Redação | 18 de Março de 2014 às 18h37

Na semana passada, durante o Intel Developer Forum, a Dra. Genevieve Bell, antropóloga e parceira da Intel, destrinchou a questão da mobilidade e seus futuros desdobramentos. O trabalho de Bell como antropóloga da empresa revelou importantes informações sobre os desejos e frustrações das pessoas sobre seus relacionamentos com a tecnologia.

"A tecnologia da mobilidade vem transformando a sociedade humana há séculos. Seu futuro será influenciado não só pelo tamanho cada vez menor da tecnologia computacional graças à Lei de Moore, mas também pelo crescimento da população global", disse Bell. "A nossa inspiração deve vir não só da invenção de novos ingredientes tecnológicos, mas também das necessidades e desejos dos seres humanos. Não estamos definindo um futuro – e sim 7 bilhões de futuros, e contando".

Desejos e anseios da humanidade em relação à tecnologia móvel

Após um estudo realizado por ela com base em mais de 250 mil entrevistas realizadas em 45 países, Bell conseguiu elencar quatro temas globais que refletem o que as pessoas querem da mobilidade no futuro:

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  1. Tecnologia verdadeiramente pessoal;
  2. Que lhes liberte de algumas das mais irritantes dificuldades de uso;
  3. Que ajude as pessoas a desfrutarem o momento;
  4. Que ajude as pessoas a serem melhores.

Durante o fórum dos desenvolvedores da Intel, a doutora ilustrou essas ideias por meio de várias demonstrações de atuais pesquisas da empresa e também de terceiros, incluindo roupas inteligentes, silício de baixo consumo e tecnologias com reconhecimento do contexto.

Por exemplo, uma "roupa inteligente" do Instituto Fraunhofer de Berlim para Confiabilidade e Microintegração foi utilizada para mostrar como a tecnologia de tamanho reduzido um dia desaparecerá dentro de objetos e espaços com os quais as pessoas interagem. Neste caso específico, um ciclista vestindo uma jaqueta com uma placa elástica de circuito instalada no tecido demonstrou que a roupa poderia piscar luzes vermelhas quando o ciclista estivesse freando.

Bell enfatizou que a Intel e toda a comunidade de desenvolvedores devem pensar além dos atuais dispositivos móveis, como smartphones e tablets, e considerem um cenário maior, que inclua infraestrutura, dados pessoais, lugares e pessoas. "Essa visão global requer uma interação constante entre o que a tecnologia torna possível e o que as pessoas desejam. A Intel fabricará a melhor tecnologia e trabalhará em parceria com os principais desenvolvedores de todo o mundo para fornecer esta inovação de silício para melhorar as experiências", disse a antropóloga.

Outra preocupação que os desenvolvedores precisam ter, de acordo com Bell, é o consumo de energia. O baixo consumo de energia é essencial para o futuro de dispositivos e sensores em vestimentas para espaços inteligentes, onde o carregamento frequente ou mesmo os cabos seriam inconvenientes ou até mesmo impossíveis.

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