MyRoll quer reorganizar sua biblioteca de fotos no celular

Por Redação | 22 de Julho de 2014 às 07h05

Quem costuma tirar fotos com o celular no dia a dia sabe o trabalho que esse tipo de ação dá mais tarde, na hora de organizar tudo para compartilhamento ou, simplesmente, armazenamento. As galerias padrão dos smartphones com Android e iOS são simples e, apesar de funcionais, carecem de melhores ferramentas de organização e separação. É isso que quer mudar a MyRoll, uma startup de Tel-Aviv, em Israel.

A empresa lançou na última quinta-feira (17) um aplicativo gratuito que utiliza seu nome e traz mecanismos automáticos para organização e priorização de imagens. Tratam-se de algoritmos que avaliam quesitos como iluminação, quantidade de cores e foco aplicado, bem como métricas a partir das ações do próprio usuário, como histórico de visualização, utilização de redes sociais e compartilhamentos realizados.

Assim, espera a empresa, está criado um conjunto de parâmetros que facilita a organização e separação das imagens, além de ir melhorando na medida em que é utilizado. As fotos mais importantes, de maior qualidade ou preferidas são priorizadas sobre as outras, facilitando o processo de envio para os amigos e família, postagem em redes como Instagram e Facebook, bem como a seleção de uma grande quantidade de imagens para limpeza da memória.

Para Ron Levy, CEO da startup, trata-se de uma evolução como a vista em outros aplicativos, como o WhatsApp, Waze e Evernote, por exemplo. Em entrevista ao CNET, ele afirma que praticamente todo tipo de software mobile muda sua atuação de acordo com as necessidades dos usuários, enquanto a galeria de imagens continua extremamente básica e pouco inteligente. O MyRoll vem para mudar isso no Android e iOS.

Não se trata de gente sem experiência. Levy, ao lado do diretor de tecnologia da empresa, Adi Ashkenazi, e um grupo de oito desenvolvedores são os responsáveis pelo Flayvr, uma alternativa de galeria que já contava com mais de dois milhões de usuários antes de ser reformulada e transformada no MyRoll. Agora, a empresa segue para uma nova fase após receber um financiamento de US$ 2 milhões das mãos de investidores de Israel.

Mas o CEO deixa claro: não se trata de uma nova rede social, e sim, um local pessoal onde estão as fotos e memórias de cada um. Tanto que a empresa não pensa em nenhum tipo de compartilhamento com a nuvem, seguindo na direção oposta de empresas como Dropbox e Google, que tentam acabar com o conceito de galeria nos smartphones transportando as imagens dos usuários para a nuvem.

Para o futuro, claro, a empresa não descarta a chegada no mundo do cloud computing. Mas, por enquanto, nada disso. A ideia é melhorar os algoritmos de organização e garantir que tudo funcione bem antes de alçar voos maiores.

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