MacBooks Air ganham popularidade enquanto Ultrabooks afundam no mercado

Por Redação | 16 de Julho de 2012 às 11h10

O número de Ultrabooks (laptops finos, leves e com sistema operacional Windows, que competem diretamente com os MacBooks Air) cairá significativamente e passará longe das metas da Intel para o mercado-alvo, segundo Jay Chou, analista da IDC, em entrevista à CNET. Enquanto isso, o MacBook Air continua a ganhar popularidade.

Um relatório da IDC mostrou um mercado fraco de PCs - é o sétimo trimestre consecutivo de pouquíssimo ou nenhum crescimento em vendas. "O volume ainda não chegou aonde se desejava e está bem abaixo do que a Intel esperava", disse o analista, referindo-se aos Ultrabooks. "Os números do primeiro semestre de 2012 relatam venda de 500.000 Ultrabooks em todo o mundo. Isso não passa nem perto das expectativas iniciais da Intel", completou Chou.

A Intel disse, no início do ano, que os Ultrabooks tinham tudo para levar 40% da fatia do mercado mundial de laptops. Chou faz suas previsões: "Podemos bater um milhão de Ultrabooks este ano. O futuro dependerá de 2013 e da boa aceitação do Windows 8 no mercado". O problema é que a expectativa era de aproximadamente 225 milhões de Ultrabooks vendidos até o final de 2012, e um milhão é apenas uma pequena fração deste tão esperado mercado consumidor.

"O MacBook Air é responsável por uma boa parcela dos negócios da Apple. O produto tem boa aceitação e continua crescendo em vendas", afirmou o analista. A Apple vendeu cerca de 2,8 milhões de MacBooks Air no último trimestre, comparado com 2,75 milhões do mesmo período do ano passado.

Qual é, afinal, o motivo desse déficit dos Ultrabooks? Segundo Chou, muitos modelos precisam bater a meta dos US$ 700 (preço de venda nos EUA) e necessitam de um sistema operacional mais leve e rápido, assim como o novo Windows 8. Ele ainda diz que é difícil fazer incursões em um mercado em que a Apple praticamente inventou. "Eles sabem como aumentar ainda mais sua força e os PCs geralmente diferem muito das especificações da Apple", completou.

Consultada pela CNET, a Intel se recusou a comentar sobre a situação.

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