Impressão 3D deve ajudar a prever o clima e salvar vidas

Por Redação | 02 de Abril de 2015 às 17h15
photo_camera Reprodução/Popular Science

Prever desastres naturais e intempéries meteorológicas pode ficar muito mais barato do que os métodos tradicionais. A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), em parceria com Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), estão apostando em conseguir equipamentos de previsão do tempo para criar estações meteorológicas em países em desenvolvimento de modo inédito: imprimindo o que for necessário.

A ideia das agências é imprimir em 3D tudo o que for preciso para montar uma estação de previsão climática: pluviômetros, sensores de vento, umidade e pressão, e até mesmo protetores contra a radiação solar. Além disso, o fato dos equipamentos serem impressos significa que todos são facilmente substituíveis, caso seja preciso.

Como resultado, kits meteorológicos, que em geral valeriam por volta de U$ 7 mil (R$ 20 mil) se montados de forma convencional, acabariam não custando mais do que U$ 200 (menos de R$ 650). O projeto da USAID ainda deve fazer uso do computador Raspberry Pi para processar os dados, aumentando ainda mais o alcance financeiro do projeto e as pessoas que poderiam adquiri-lo

A ideia será apresentada ainda esta semana na Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Redução do Risco de Desastres. Cientistas já iniciaram testes no Colorado (EUA) com os equipamentos impressos em 3D. A expectativa é de que muitas vidas possam ser salvas, especialmente nas regiões mais pobres do planeta, onde o alto custo de equipamentos de previsão meteorológica não permite que a maior parte da população se prepare para eventuais catástrofes da natureza.

Fonte: Popular Science

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