Entenda as diferenças entre sistemas de áudio 2.0, 2.1, 5.1 e 7.1

Por Redação | 11 de Setembro de 2014 às 11h05

Você já deve ter se deparado com produtos de áudio como home theater ou mesmo fones de ouvido que trazem sistemas de áudios com os números 2.0, 2.1, 5.1 ou mesmo 7.1. Esses valores se referem à quantidade de canais de áudio que derivam do aparelho. São essas configurações que irão determinar a qualidade do áudio que você irá ouvir e também como será sua experiência acústica, se mais próxima do som original ou não.

O primeiro sistema de áudio criado era monofônico, o que significa que todas as informações sonoras eram registradas por um único canal. Mesmo que o aparelho possuísse diversas caixas ligadas a ele, todas elas iriam emitir o mesmo conjunto acústico. Isso resulta na diminuição da noção espacial do som original, não sendo possível distinguir a origem espacial de cada elemento sonoro.

Pessoa ouvindo música

Foi então que, em 1957, foi formalizado o sistema estereofônico, ou como conhecemos 2.0, causando uma grande evolução na forma como a música era reproduzida no mundo todo. Esse modelo apresentava duas fontes sonoras distintas, esquerda e direita, e dividia o áudio em dois. A partir de então foi possível, por exemplo, reproduzir o som de uma guitarra pelo canal esquerdo, enquanto o canal direito emitia o som de uma bateria.

A maioria dos aparelhos de reprodução sonora ainda utiliza este sistema, mesmo que alguns avanços já permitam mais canais de áudio. Mesmo com novidades principalmente no cinema e em home theaters, por exemplo, ainda é indicado para o consumidor comum o uso dos padrões 2.0 ou 2.1, pois eles possuem um ótimo custo-benefício. Entre os produtos do nosso dia a dia que utilizam esses padrões de canais estão as caixas de som de computadores e fones de ouvido de qualidade – mesmo aqueles mais baratos também usam o sistema estereofônico.

Para entender melhor como escolher o aparelho mais indicado para as suas necessidades é necessário compreender o que significam estes números. No caso do 2.0 e do 2.1, por exemplo, o número antes do ponto (2) representa o número de canais de áudio comuns que o aparelho possui. Já o número depois do ponto (0; 1) representa a quantidade de subwoofers, ou seja, as caixas especiais que reproduzem apenas frequências extremamente graves (normalmente entre 20 Hz e 200 Hz).

A revolução do áudio e sua implementação no cinema foi possível com experimentos nas décadas de 1970 e 1980 com o padrão 5.1, até que o modelo ganhasse mais forma. Com o 5.1 é possível ligar cinco canais de áudios distintos no dispositivo e aumentar a sensação de um ambiente sonoro real para o ouvinte. Com este modelo, é possível ter diferentes percepções espaciais, como um tiro vindo de um lado, o cavalgar de um cavalo do outro e um sussurro de um terceiro ponto. O 5.1 também possui um subwoofer para reprodução de frequências graves.

Neste caso, não é apenas a qualidade e canais do áudio que irão influenciar a experiência do ouvinte, mas a disposição das caixas de som também terá um papel fundamental. O ideal é que o ouvinte fique no centro da sala onde será reproduzido o som, com uma caixa a sua frente, uma de cada lado (direita e esquerda), duas atrás (direita e esquerda) e o subwoofer que pode ficar em diferentes pontos. A Axiom Audio possui uma ilustração da disposição clássica do sistema 5.1, veja:

home theater

Com essa disposição do sistema, o ouvinte poderá acompanhar a passagem do som da direita para a esquerda, por exemplo, de um trem sob os trilhos. A disposição permite recriar uma contextualização sonora para que o ouvinte tenha uma experiência semelhante a que teria caso estivesse realmente vivendo aquela situação.

Caso deseje investir em um sistema mais potente como o 5.1 ou 7.1, é necessário avaliar antes se a potência do aparelho corresponde ao tamanho da sua sala. O cômodo precisa ser grande, pois as caixas de som devem ficar a uma distância de um metro da televisão e do ouvinte.

O home theater neste caso é mais indicado para pessoas que gostam da experiência cinematográfica e desejam que ela seja mais real com auxílio do áudio, devendo considerar na conta o espaço disponível. Esses sistemas têm passado por um barateamento que permite que sejam cada vez mais difundidos, inclusive com sistemas de até 7.2 canais, equipados com dois subwoofeers para aumentar a pressão oriunda das frequências mais graves.

O investimento médio de um sistema 5.1 de qualidade fica em torno de R$ 900, enquanto um sistema como o 7.1 exige um investimento de cerca de R$ 2.700, além de uma sala bem grande para a correta disposição dos autofalantes.

Fonte: http://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2014/08/quais-as-diferencas-entre-audio-20-21-51-e-71.html

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