Dell XPS 13: um Ultrabook com configuração forte e design fora de série

Por Pedro Cipoli

Poucos são os computadores que conseguem fzer sucesso somente com o argumento de que são "mais rápidos" do que os concorrentes. Em tempos de uma concorrência bastante acirrada, tudo é importante: design, peso, ergonomia e até alguns recursos extras, como teclado retroiluminado. E o Dell XPS 13 que vamos conhecer hoje representa exatamente o que estamos querendo dizer.

Só de olhar para ele, vemos que estamos diante de um produto "premium" com um excelente acabamento. O estilo lembra muito o seu irmão maior, o XPS 14, que analisamos há algum tempo — mas em um tamanho menor e consideravelmente mais fino (agora com 18 milímetros em sua região mais espessa) e leve, com 1,36 Kg, o que o torna ideal como um instrumento de trabalho para quem precisa de uma máquina compacta para trabalhar fora de casa.

A escolha por um corpo mais compacto traz limitações que podem incomodar muitos usuários, como é o caso da ausência de uma saída HDMI. A Dell optou por implementar uma saída mini DisplayPort, o que torna o XPS 13 compatível com pouquíssimos tipos de monitores, como o Apple Thunderbolt Display. Aliás, conectiviade realmente não é o forte desse modelo, que traz apenas duas portas USB (1x2.0 e 1x3.0) e um combo de saída de fone de ouvido e entrada de microfone.

O que falta em conectividade sobra em bateria: conseguimos alcançar a marca de 9 horas de uso em tarefas comuns, tempo cerca 80% maior do que a recomendação mínima da Intel para que um modelo possa ser considerado um Ultrabook. Com a configuração do XPS 13, o usuário pode ter certeza de que vai trabalhar com velocidade em qualquer lugar, sem precisar ficar olhando para o ícone da bateria.

Analisando internamente, temos um processador Intel Core i7 dual-core de segunda geração e 4 GB de memória RAM DDR3. Devido ao processador, os gráficos ainda são da geração 3000, ou seja, nada que surpreenda no dia a dia, mas suporta bem e não "apanha" na hora de rodar vídeos em alta definição. No geral, podemos dizer que se trata de uma máquina somente rápida, nada de "muito rápida" ou "extremamente rápida".

Boa parte do desempenho geral do XPS 13 fica por parte do armazenamento, com um SSD de 256 GB que é capaz de bootar o Windows 7 (sim, nada de Windows 8) em meros 5 segundos e abrir aplicativos com uma desenvoltura fora do comum, o que combinado com o poder do processador e memória RAM minimamente aceitável resulta em uma máquina bastante equilibrada. Como dissemos em nosso artigo sobre SSDs, é difícil voltar a gostar de uma máquina com HD convencional depois de usar um modelo com SSD.

Por ser um modelo de 13,3 polegadas, ficamos surpresos com a ergonomia. O teclado, mesmo no padrão inglês (sem "ç"), é bastante confortável para digitações prolongadas e preciso para quem digita rápido. O touchpad é o mesmo que vimos no XPS 14 (no padrão emborrachado), estilo que perde apenas para os modelos que trazem touchpads de vidro, como é o caso do ASUS Zenbook e do MacBook Air.

A tela possui uma resolução média de 1366x768 e, enquanto é bastante agradável aos olhos, é reflexiva demais em algumas situações. Mesmo se tratando de um modelo de primeira geração, esperávamos pelo menos uma tela de 1600x900 — mas esse ponto foi corrigido na segunda geração do XPS 13, que traz uma tela de 1920x1080.

Dentro da embalagem temos somente o XPS 13, carregador e manuais, mas podemos reparar que a Dell prioriza todos os detalhes de seus equipamentos. Em vez de utilizar um papelão convencional, a empresa optou por utulizar um material de alta qualidade e que vale a pena ser guardado. Até o carregador utiliza um formato que foge do convencional e ocupa menos espaço na mochila.

Porém, uma outra característica da Dell é a infinidade de softwares inúteis que já vêm instalados logo de fábrica. Tem de tudo: desde um programa que lembra um "Rocketdock" extremamente mal escrito ao McAfee Antivirus, pedindo toda hora (toda santa hora!) para ser ativado. Bem desagradável e, infelizmente, um padrão da indústria de notebooks/ultrabooks.

Conclusão

O modelo que testamos pode ser encontrado à venda com um preço médio de R$ 3500, um pouco alto se considerarmos somente as especificações, mas que faz sentido quando colocamos o design e um SSD de capacidade decente na conta. Como dissemos, o XPS 13 é um modelo voltado para o usuário móvel, aquele que precisa trabalhar com rapidez em qualquer lugar sem se preocupar com a bateria.

Uma das maiores falhas do XPS 13 é ser parecido demais com o MacBook Air. A Apple utiliza a entrada DisplayPort (ou Thunderbolt nos modelos mais recentes), pois esse é um padrão dos aparelhos da linha. Utilizar essa conexão no mundo não-Apple só dificulta a vida do usuário, assim como a pequena quantidade de portas USB e ausência de um leitor de cartões SD.

Vantagens

  • Design fora de série;
  • Autonomia de bateria de até 9 horas de uso comum;
  • Configuração equilibrada e bastante rápida para tarefas convencionais;
  • O teclado, embora venha com layout inglês, é bastante confortável e faz um ótimo par com o touchpad.

Desvantagens

  • Considerando somente as especificações, é um modelo caro;
  • A tela poderia vir com uma resolução maior;
  • DisplayPort em vez de HDMI. O ideal seria vir com os dois;
  • Somente duas portas USB e ausência de um leitor de cartões.