CEO da Cyanogen prevê que Samsung será "esmagada" por fabricantes menores

Por Redação | 06 de Março de 2015 às 10h04

A Cyanogen é uma empresa que surgiu para o mundo fazendo modificações no Android, mas que cresceu e já se apresenta como uma candidata a “roubar” o sistema operacional do Google. Desta vez, Kirt McMaster, o presidente da companhia, deu uma entrevista no qual prevê um futuro sombrio para a Samsung, uma das maiores fabricantes de smartphones com Android de todo o mundo.

Citando empresas menores e startups, McMaster sugere em conversa com o Business Insider que a gigante sul-coreana pode ser “massacrada” em cinco anos.

“Fabricantes como a Samsung vão se ser as Nokias da próxima geração nos próximos cinco anos. Elas serão massacradas”, prevê o executivo.

O ponto central da previsão de McMaster é o preço. Sua fala faz referência aos altos preços cobrados pela Samsung quando comparados com aqueles praticados por outras companhias que começam a despontar a nível mundial ou que já dominam uma certa região do globo.

fundadores cyanogen

“No último verão, a Micromax ultrapassou a Samsung como fornecedora dominante no mercado de telefonia na Índia. Nós estamos falando de algo que aconteceu ao longo de oito meses”, comenta. “Nós vemos esses domínios locais, como o da Blu Products na América Latina e o da Cherry Mobile nas Filipinas. Todos esses caras estão crescendo. Eles compreendem o mercado e a distribuição local mais do que qualquer encarregado que tenta se mudar para aquela região”, complementa o CEO da Cyanogen.

“Elas [as fabricantes menores] são cheias de energia, estão se movendo rapidamente. Elas sabem o que influencia as dinâmicas de mercado”, finaliza o executivo.

Apple não foge à regra

Durante a entrevista, McMaster cita ainda o alto crescimento da Xiaomi, que já é a terceira maior fabricante de smartphones do planeta, como ameaça às gigantes do setor. E o pensamento dele se dirige também para a Apple, a companhia mais bem-sucedida do setor e que inclusive bateu recorde de lucros no último ano.

“Pensamos que, a longo prazo, a própria Apple terá problemas porque eles não são bons o suficiente na competição do mercado de baixo custo”, avisa.

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