Bose OE2, um fone de ouvido para os audiófilos de entrada

Por Pedro Cipoli

Sabe aquela história de que marca de produto não conta? Só serve para contar vantagem para os amiguinhos? Ela é verdade em muitas situações, mas certamente não é o caso em equipamentos de áudio, indo de fones de ouvido até receivers e sistemas completos de som. Para essa classe de produtos, marca importa sim, e muito, e não estamos falando somente de modelos top, mas também dos mais básicos. Este é o caso do fone de ouvido Bose OE2 que vamos conhecer hoje.

Bose é uma marca extremamente conhecida mundialmente e umas das primeiras opções de audiófilos que querem escutar o máximo de detalhes de suas músicas, ao lado de outras bastante conhecidas como a Sennheiser e a Monster. Podemos considerar o OE2 como um dos modelos mais básicos da empresa, adequado para reproduzir qualquer música sem grandes perdas de detalhes e com uma experiência básica-intermediária de áudio.

Vantagens

  • Boa qualidade de som
  • Extremamente confortável
  • Bolsa para transporte inclusa

Desvantagens

  • Os graves não são tão pronunciados
  • Preço alto

Pausa: como assim, estamos considerando um Bose como modelo básico-médio? A verdade é que grande parte dos fones de ouvido que são vendidos por aí mal conseguem reproduzir o som com qualidade, e estamos falando da grande maioria mesmo. Muitos são vendidos como cópia de alguma coisa (já viu quantos Beats Audio wannabe há por aí?) e outros quando não são desconfortáveis, distorcem perceptivelmente as músicas.

O OE2 não sofre com esses problemas, sendo um dos modelos mais "baratos" a reproduzir os médios com qualidade, ponto que grande parte dos modelos mais baratos mal consegue perceber. Ele até reproduz graves, mas não com a mesma intensidade de modelos voltados especificamente para essa faixa de frequências (como o Beats Audio), já que parte da experiência dos graves é sentida, não escutada.

Os agudos nos agradaram bastante, mostrando que ele é adequado para certos tipos de sons que abusam dessas frequências como música clássica e pop. Quem está acostumado a escutar músicas com mais graves, como Trance, House e Techno, não vão ficar tão felizes com ele. Outro ponto é que o OE2 é um modelo ideal para qualquer ocasião, já que é um over-the-ear de apenas 140 gramas de peso.

É possível desde sair na rua com ele sem chamar muita atenção até ficar horas a fio trabalhando no computador escutando músicas sem que ele incomode ou canse os ouvidos. Por ser aberto, ele não possui um sistema de isolamento de ruído, mas suas almofadas de couro fazem um bom trabalho e se adequam a praticamente qualquer tipo de ouvido – ponto positivo em relação aos headphones com posicionamento estático de conchas.

Suas estrutura é completamente construída em plástico com excelente visual, embora suas articulações nos tenham parecido bastante frágeis, o suficiente para nos deixar receosos de o colocar na mochila lutando por um lugar ao sol com outros itens. A Bose aparentemente reconhece isso e manda com o fone um case de couro para transporte, lembrando muito um porta CDs de carro. Basta dobrá-lo e levar para onde precisar.

Um ponto que nao gostamos foi o cabo de 1,7 metro. O fato de ser do tipo destacável é algo favorável, mas enquanto um lado é do padrão P2, utilizado para conectar em computadores e MP3 players, o outro é do tipo mini P2. Isso causa um problema de troca, já que esses cabos são extremamente difíceis de encontrar, e, considerando que há espaço de sobra na concha esquerda, por que não colocar um padrão P2-P2?

Conclusão

Escolher um produto de marca tem suas desvantagens, naturalmente, e o preço é a mais perceptível. Encontramos o Bose OE2 à venda por um preço aproximado de R$ 600, valor alto para um fone de ouvido, claro, mas dentro do esperado para uma marca especializada em áudio e com um modelo compatível com quem preza por qualidade sonora.

Embora não seja exatamente esse o caso, podemos descrevê-lo assim: boa parte do áudio que escutamos, tanto no computador como nos MP3 Players, fica entre 128 kbps e 192 kbps, já que a grande maioria das pessoas não percebe a diferença com taxas de amostragens mais altas. Bom, parte da culpa é do fone de ouvido, e quem faz questão de escutar suas músicas com 320 kbps perceperá a diferença com o OE2, algo que não acontece com muitos outros modelos.