BlackBerry publica nova carta aberta a clientes corporativos: 'estamos vivos!'

Por Redação | 02 de Dezembro de 2013 às 17h52

“Estamos bem vivos, muito obrigado.” É com essa frase que a BlackBerry inicia sua mais recente carta aberta, voltada a garantir que seus clientes corporativos não deixem a empresa após uma série de publicações na imprensa sobre os problemas financeiros pelos quais a companhia estaria passando.

No texto, o CEO interino da BlackBerry, John S. Chen, afirma que os relatos sobre a “morte” da empresa são bastante exagerados. Muito pelo contrário, o futuro da fabricante estaria garantido após o aporte de US$ 1 bilhão em investimentos, oriundos da FairFax Financial e outras firmas que apostaram na marca. Isso iniciou uma reestruturação interna que vai mexer na alta gerência e promete levar a empresa de volta às suas raízes.

Segundo Chen, quatro segmentos serão os focos principais: aparelhos, aplicativos de mensagens entre diversas plataformas, sistemas integrados e, principalmente, gerenciamento de mobilidade (EMM). Com o último, a ideia é abranger não apenas os dispositivos BlackBerry, e sim, disponibilizar ferramentas de administração que sejam compatíveis com todos os sistemas operacionais do mercado.

O CEO cita também uma grande preocupação com segurança, de forma a garantir que os dados dos clientes permaneçam protegidos, não importando a plataforma escolhida para seus funcionários. Chen admite que os aparelhos da BlackBerry “não são para todo mundo” e assume o compromisso de garantir que o que há de melhor na empresa continue existindo, de forma a não trair a confiança dos consumidores.

A Blackberry vem passando por momentos conturbados. Os últimos lançamentos de smartphones não venderam como o esperado, sua base de clientes vem diminuindo acentuadamente e a empresa vem apresentando prejuízo nos últimos balanços trimestrais. Em novembro, Thorstein Heins, então CEO da empresa, entregou seu cargo para John Chen, que impôs uma série de mudanças na corporação. O plano de reestruturação conta, além de um novo foco, com a demissão de aproximadamente 4.500 funcionários ao redor do mundo nos próximos três trimestres.

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