Avanços tecnológicos não estimularão as vendas de Ultrabooks, afirma analista

Por Redação | 11 de Janeiro de 2013 às 15h12

A Intel apresentou durante esta semana na CES 2013 em Las Vegas, Estados Unidos, uma nova proposta para os chipsets de Ultrabooks, visando tornar os aparelhos mais econômicos, rápidos e baratos. No entanto, Ken Dulaney, vice-presidente para computação móvel da Gartner, acredita que os avanços tecnológicos não irão estimular as vendas de Ultrabooks.

"O que a Intel precisa fazer é dinamizar o mercado de PCs, levando as pessoas a adquirirem PCs mais rápidos, já que muitos têm ampliado a vida útil de seus computadores e adquirido tablets", ressaltou Dulaney em entrevista ao site PCWorld. "Enquanto os novos Ultrabooks são um testemunho da proeza de engenharia da Intel, isso não muda o mercado de notebooks".

A empresa afirmou que a próxima geração de processadores que deverão integrar Ultrabooks estará disponível no mercado mundial chegará a tempo para o período de compras de Natal deste ano, com destaque para aparelhos com baterias mais duradouras, telas sensíveis ao toque e maior compatibilidade com o Windows 8. Os valores também deverão ser mais acessíveis, variando de US$ 599 até US$ 899 (valores correspondentes a R$ 1.215 e R$ 1.824).

Mesmo com a espessura, a leveza e o design dos Ultrabooks, os consumidores ainda não deverão se empolgar muito em adquirir um novo computador, acredita Dulaney. "Isso não é realmente um problema da Intel. É um problema da Microsoft", explicou o analista. "As aplicações devem ser criadas para estes tipos de máquinas. Este é o ponto onde o atraso se encontra".

Ultrabooks Intel

Reprodução: ArsTechnica

Ken Dulaney também acredita que os problemas podem residir no tamanho das telas de aparelhos híbridos — mistura de notebook com tablet —, ou seja, quanto maior for a tela, mais distante estará o consumidor. "Você não pode fazer um desses híbridos (com tela) maior do que 12 polegadas", disse ele. Existem tablets com telas muito maiores por aí, mas o problema é quando estes dispositivos começam a ficar pesados demais.

O analista reconhece que se os fabricantes de hardware limitarem os notebooks conversíveis a tamanhos menores de telas, eles podem perder parte significativa do mercado, que espera e quer adquirir um computador com tela maior. E se os produtores de Ultrabooks saírem do formato conversível, eles também poderão conquistar um público que planeja adquirir um PC comum com telas touchscreen maiores.

"Nas gerações anteriores de notebooks, muitas melhorias significativas foram sentidas, o que fez com que muitas pessoas comprassem novos aparelhos, mais cedo ou mais tarde", afirmou Dulaney sobre as baixas vendas e sua relação com as mudanças de software. "Mas, hoje em dia, com mais e mais softwares migrando para o navegador, um motivo convincente para a compra de um novo PC não está mais aparente. Então, as pessoas estão sendo levadas a gastar seu dinheiro com tablets e novos smartphones".

No último ano, a Intel previu que 40% de todos os computadores vendidos no mundo seriam Ultrabooks e gastou US$ 300 milhões (R$ 608 milhões) com marketing. Mas, ao final de 2012, apenas 10,3 milhões de unidades de Ultrabooks foram vendidas.

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