Até o fim do ano, telas flexíveis começarão a invadir o mercado

Por Redação | 13 de Agosto de 2014 às 15h45

O sonho de ter um gadget com uma tela flexível nunca esteve tão próximo de se tornar realidade. Até o fim deste ano, uma startup chamada Kateeva vai começar a embarcar impressoras especiais que finalmente poderão fabricar estas telas e trazê-las, em massa, ao mercado.

Não é de hoje que você vê aqui no Canaltech notícias sobre telas flexíveis e displays que podem ser enrolados ou quase dobrados. A Samsung, por exemplo, mostrou na CES 2014 uma tela flexível que poderia ser usada em gadgets que se enrolam no seu pulso, por exemplo, ou até mesmo dispositivos que podem ser enrolados, dobrados e guardados no bolso da calça.

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O problema com estes protótipos era a durabilidade. Eles não eram resistentes o suficiente para serem comercializados. Depois de anunciar que estava trabalhando em um display flexível, a Samsung logo se deparou com vários problemas relacionados ao material que reveste o componente. É necessário que os OLEDs usados na tela sejam protegidos de umidade e oxigênio para que tudo funcione bem.

"Bastam apenas algumas moléculas de oxigênio ou umidade para acabar com o display", afirma Greg Raupp, especialista em tecnologia de telas e displays da Universidade Estadual do Arizona, Estados Unidos. É preciso ter um material que encapsule e proteja muito bem os LEDs orgânicos de fatores externos.

A Samsung já mostrou seus telefones curvos que usam displays flexíveis, mas como os componentes estão fixos no lugar, a tela não pode ser dobrada. Assim, fica mais fácil efetuar a selagem dos LEDs orgânicos. Segundo a própria empresa, não existe "nenhum problema para encapsular materiais OLED" na produção em massa destes aparelhos.

Tela flexivel

Segundo o TechnologyReview, a Kateeva desenvolveu um processo de impressão a jato de tinta que aplica uma camada protetora sobre os OLEDs de maneira muito mais rápida que os métodos já utilizados pelas grandes companhias, como LG e Samsung. A promessa do novo equipamento é cortar pela metade os custos de fabricação e tornar possível a integração do processo nas linhas de produção já existentes.

Um outro desafio para as empresas é adicionar a sensibilidade ao toque a essas telas flexíveis. O óxido de índio e estanho (ITO), aquele material transparente e condutor de energia amplamente utilizado em displays, é extremamente frágil e quebradiço, ou seja, não suportaria ser dobrado em uma tela flexível. A empresa Canatu, com sede em Helsinque, na Finlândia, consegue produzir filmes com uma camada de nanobuds de carbono (um nanotubo com uma esfera de átomos de cabono ligada a ele) justamente para a criação de displays sensíveis ao toque e que podem ser flexionados.

Os nanobuds conduzem melhor a energia que os nanotubos convencionais, e podem ser tanto esticados quanto flexionados em torno de um raio de um milímetro. A companhia abriu uma fábrica no ano passado para produzir estes materiais e já os enviou a 30 clientes para que sejam produzidos alguns protótipos.

Raupp afirma que a Samsung e outras fabricantes de smartphones estão agindo de forma mais conservadora, criando primeiro telefones com telas curvas fixas para depois avançarem para as telas realmente flexíveis. Os primeiros displays com essa capacidade deverão ser usados em projetos que determinam o quanto eles podem ser dobrados, para evitar danos definitivos à tela. Segundo ele, "todos os grandes fabricantes já estão trabalhando em telas dobráveis".

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