Anatel suspende venda de chips da Oi, Claro e TIM em vários estados brasileiros

Por Fernanda Morales | 18.07.2012 às 16:30 - atualizado em 19.07.2012 às 00:19

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) anunciou, nesta quarta-feira, (17), durante uma coletiva de imprensa, que irá suspender a venda de chips de três grandes operadoras de telefonia móvel no país - Oi, Claro e TIM - a partir da próxima segunda-feira (23). Caso descumpram a decisão, as empresas poderão ser multadas em R$ 200 mil por dia.

O veto aconteceu devido ao grande número de reclamações que a agência tem recebido com relação aos serviços prestados pelas empresas. Somadas, as três operadoras detêm 70% do mercado de telefonia móvel no território nacional. A Claro possui 24,59%, a Oi 18,59% e a TIM 26,88% do montante total.

As operadoras terão 30 dias para apresentar um plano claro de investimento para resolver os problemas na prestação dos seus serviços pelos próximos dois anos. Enquanto elas não apresentarem esse relatório, as vendas estarão suspensas.

O órgão exige que as operadoras melhorem a qualidade de suas redes, as chamadas e também o atendimento dos clientes em call-centers. A Anatel quer ainda que, com o aumento da cartela de clientes, a qualidade dos serviços prestados evolua paralelamente.

"Nós consideramos que a medida é extrema, mas importante para fazermos uma arrumação no setor. Estamos enfrentando momentos decisivos como a implantação da conexão 4G e os eventos esportivos como a Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas de 2016", afirmou João Rezende, presidente da Anatel.

A venda de novas linhas ativas da TIM deverá ser suspensa em 19 estados brasileiros (AC, AL, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MT, MG, PA, PB, PR, PE, PI, RJ, RN RO e TO), enquanto as da Oi serão suspensas em cinco (AM, AP, MS, RR e RS) e da Claro em três (SC, SP e SE). A maior operadora do país, a Vivo, ficou de fora da decisão da agência e as vendas de suas linhas não serão proibidas.

Na última semana, a Anatel anunciou que pretendia proibir as vendas da TIM, mas que antes disso deveria aprofundar suas investigações quanto às outras empresas. O ministro das Telecomunicações, Paulo Bernardo, afirmou que a proibição das vendas deveria ser a última atitude a ser tomada para fazer uma empresa resolver seus problemas.