Alibaba está testando tecnologia de pagamentos por verificação facial

Por Redação | 16 de Março de 2015 às 15h34

Os mesmos problemas encontrados em uma máquna de cartão podem se aplicar também aos pagamentos mobile, com aparelhos que têm dificuldade em reconhecer impressões digitais ou sistemas que não são confiáveis. O Alibaba quer mudar tudo isso, e fazendo uso de um conceito que é familiar para todo mundo. Se depender da empresa, você poderá pagar suas contas usando selfies.

As autofotos são a base de um sistema chamado Smile to Pay, anunciado pela companhia nesta segunda-feira (16), em um evento na Alemanha. Durante uma conferência no CeBIT, uma das principais feitas de tecnologia e cultura digital do mundo, o CEO da gigante chinesa, Jack Ma, categorizou a novidade como “o futuro das tecnologias de meios de pagamentos digitais”. No palco, o executivo utilizou o celular para validar uma compra online.

De acordo com a Alibaba, a novidade ainda está em fase experimental, principalmente no que diz respeito ao armazenamento seguro de dados do usuário. Por isso, representantes da empresa evitaram falar em detalhes sobre o Smile to Pay, afirmando apenas que a tecnologia ainda não tem data de lançamento marcada, nem parceiros a bordo. As informações são do Mashable.

Mas de uma coisa já sabemos: a companhia está disposta a passar longe de métodos tradicionais, que só funcionem em alguns celulares. A ideia é aproveitar a gigantesca base instalada de smartphones no mercado asiático, constituída em sua maioria de dispositivos de pequeno e médio padrão. Boa parte deles não conta com sensores biométricos, mas praticamente todos têm câmeras digitais e acesso à internet móvel. Sendo assim, qualquer um estaria habilitado a utilizar a solução da Alibaba.

Ficam dúvidas quanto à segurança das aplicações. O que impede, por exemplo, de alguém utilizar um vídeo ou imagem de alguém em um celular roubado, para verificar a identidade? Rostos são únicos, claro, mas não tão singulares quanto as impressões digitais ou a íris humana. Quais passos a Alibaba está tomando para tornar o sistema protegido, um requisito essencial para sua popularização? A resposta só teremos nos próximos episódios.

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