8 coisas que podem desaparecer com o avanço da tecnologia

Por Redação | 08.01.2015 às 16:52

A tecnologia tem avançado a uma velocidade assustadora. Dispositivos móveis, por exemplo, são facilmente substituídos e esquecidos com poucos meses de uso.

Provavelmente você já esqueceu dos palmtops, mas antes dos smartphones com Android e iOS dominarem completamente o mercado mobile, eles eram a bola da vez. O mesmo acontece com os serviços digitais de entretenimento por assinatura, que "mataram" as locadoras; e assim por diante.

Pensando em um futuro não tão distante, o site FastCompany compilou alguns itens do nosso cotidiano que também podem estar ameaçados de extinção por essa corrida tecnológica. Confira:

Chaves e fechaduras

Diversos fabricantes e startups estão trabalhando para aposentar o molho de chaves que carregamos nos bolsos, e, de quebra, adicionar alguns benefícios à ferramenta.

Com o advento da chamada Internet das Coisas, cada dia mais vemos conceitos de casas e objetos completamente conectados, e isso também está chegando até as fechaduras. Por exemplo, bloqueios inteligentes podem permitir que chaves digitais temporárias sejam enviadas para os donos das casas na hora em que precisarem abrir uma porta – e com a mesma facilidade também podem ser revogadas após o uso.

Um exemplo de startup que tem avançado na criação de bloqueios inteligentes é a August. Seu produto tem sido considerado um dos mais conceituados em termos de design, facilidade de uso e funcionalidade. Mas ele não é o único no mercado.

O Lockitron, por exemplo, é um pequeno aparelho que deve ser instalado logo acima da fechadura da porta e permite abrir ou fechar a tranca diretamente do seu smartphone, de onde quer que você esteja. O gadget funciona por meio de uma conexão Wi-Fi embutida no aparelho.

Vale ressaltar que o projeto do Lockitron saiu do papel graças a um financiamento coletivo, o que aponta um interesse do público em relação a este tipo de tecnologia.

Lockitron

Imagem: Lockitron

Carteira

O dinheiro físico está caminhando para tornar-se uma peça de museu, enquanto as carteiras já estão migrando dos bolsos para os smartphones dos consumidores. Acha tudo isso impossível? Então pense um pouco e lembre-se quando foi a última vez que usou seu talão de cheques. Pois bem; o dinheiro físico e os cartões plásticos devem tornar-se tão obsoletos quanto ele.

O Google é uma das gigantes que já oferecem um serviço de carteira virtual há algum tempo, o Google Wallet, mas o recém-chegado Apple Pay, sistema de pagamento digital da Apple, é quem promete agitar significativamente o segmento. Ambos os serviços citados utilizam o NFC para realizar pagamentos apenas aproximando o dispositivo móvel do terminal, sem a necessidade de cartões.

Enquanto isso, os comerciantes correm para atualizar ou substituir seus terminais de pagamentos, que agora devem incluir a capacidade de aceitar transações via NFC.

Os bancos também estão de olho nesse movimento do mercado, e por isso muitos já estão adotando carteiras digitais – que normalmente são mais seguras que os cartões físicos. O Bradesco, por exemplo, lançou em 2014 o "b.wallet", que permitirá aos clientes da instituição realizarem pagamentos utilizando seus smartphones.

Fones de ouvido com fio

Fones de ouvido Bluetooth são cada vez mais comuns, mas o avanço real deste tipo de produto deve acontecer mesmo em 2015.

Em breve veremos por aí dois fones minúsculos que se conectam entre si e também com o seu dispositivo móvel sem a necessidade de fios. Há algum tempo a tecnologia Bluetooth permite esse tipo de conexão, porém apenas em 2014 as empresas realmente começaram a explorá-la.

O Earin é um bom exemplo desse avanço. O dispositivo parece um gadget saído de um filme do James Bond, mas na verdade estes fones de ouvido foram projetados para eliminar de vez os fios dos fones intra-auriculares e dar total liberdade aos usuários.

O projeto surgiu no Kickstarter no ano passado e agradou aos colaboradores, que ajudaram a alcançar – e ultrapassar bastante – a meta para criação dos fones.

Earin

Imagem: Earin

Regulamento para táxis

Aplicativos como o Uber já têm mudado a rotina dos taxistas ao redor do mundo, e a tendência é "piorar". Em vez de esticar o braço para chamar um táxi no meio da chuva, por exemplo, basta dar alguns toques na tela do seu smartphone, sem muito esforço e com maior segurança, para que ele venha até você. Atualmente existem dezenas de opções de aplicativos que esperam capitalizar sobre a maneira como as pessoas se deslocam pelas cidades.

Não é novidade que o atual modelo do mercado de transportes é contra o Uber, porém a empresa não está de braços cruzados em relação aos boicotes que vem sofrendo, tanto que rumores já apontaram que ela está se preparando para “atacar a indústria de táxis”.

A questão aqui não é que os táxis ou os serviços de carona, como o Uber, não devam ser regulamentados, mas fato é que as antigas regras aplicadas a esse tipo de transporte serão modificadas. Em 2015, as empresas de tecnologia vão continuar cutucando as antigas regras impostas aos taxistas para tentar cada vez mais adaptar-se ao mercado.

Uber

Imagem: Uber

Download de música

A música não está em extinção, mas os downloads estão. É insano pensar que há alguns anos aqueles que falavam a respeito de "baixar músicas" estavam totalmente à frente em relação à tecnologia. Mas este cenário mudou.

2014 foi um ano muito positivo para serviços de streaming de música, como o Spotify. Já o setor de downloads não se saiu tão bem. Nos Estados Unidos a queda foi de 9% na venda de álbuns e de 12% na venda de músicas durante o ano. Em contrapartida, o uso de serviços de streaming aumentou 50%.

Parece que até mesmo a gigante Apple estaria disposta a realizar algumas mudanças para acompanhar a evolução do mercado. Rumores recentes apontaram que a compra da Beats Electronics pela Maçã pode resultar na completa integração do iTunes ao Beats Music, que, inclusive, deixaria de existir de forma independente. Ou seja, a empresa apostaria todas as suas fichas no streaming.

iTunes

Windows Phone

Este ano será decisivo para a plataforma móvel da Microsoft: ou vai, ou racha. Apesar de diversos pontos positivos, infelizmente o Windows Phone ainda continua com uma participação de mercado bem inferior aos seus principais concorrentes, Android e iOS.

Mesmo com as mudanças promovidas pela empresa ao longo de 2014, muitos usuários ainda reclamam da falta de aplicativos mais elaborados e falta de atualização dos apps existentes.

Não é por falta de tentativas, pois a versão mais recente do software, o Windows Phone 8.1, é capaz de brigar lado a lado com os outros SO do mercado. Mas o problema é que a Microsoft nunca conseguiu tomar a frente da concorrência, arrebatar usuários em potencial e cativar desenvolvedores de alto padrão.

Os aparelhos da Nokia são excelentes, mas ainda não são o suficiente para convencer os usuários a migrarem para o sistema da Microsoft. Com apenas 2,5% do mercado de telefonia móvel, é preciso encarar que existe uma chance de vermos o fim do Windows Phone.

Nokia Lumia 1520

Relógios analógicos

Atualmente, é muito mais comum você olhar as horas no seu smartphone do que no relógio de pulso, certo? Porém, de uma maneira muito parecida como acontece no mercado de pagamentos móveis, empresas como Apple e Google estão competindo para conquistar os usuários, mas dessa vez no quesito gadgets vestíveis – tirando a tecnologia do seu bolso e colocando-a no seu pulso.

Enquanto a Apple anunciou recentemente o seu Apple Watch, o Google está trabalhando com diversos fabricantes para bombardear o mercado com os relógios inteligentes munidos do Android Wear. Alguns modelos de relógios inteligentes estão sendo projetados para remeter aos clássicos analógicos, enquanto outros tiram proveito de novos formatos e tecnologias.

Mas nem só de Apple e Google vive o mundo dos smartwatches. Empresas focadas no mercado fitness também estão correndo atrás para lançar gadgets interessantes e que se destaquem em meio à concorrência que surge. São pulseiras repletas de sensores avançados que permitem ao usuário controlar (quase) tudo o que acontece com seu corpo durante as atividades físicas. Muitas dessas companhias também estão aproveitando a onda para acoplar displays capazes de mostrar a hora, unindo o conceito do relógio high tech à manutenção de uma vida saudável.

Apple Watch

Realidade

Isso mesmo. A própria realidade também pode dar espaço para algo ainda maior: a realidade virtual.

A empresa com maior probabilidade de sucesso em um curto espaço de tempo neste segmento é a Oculus, que foi comprada pelo Facebook em 2014. A notícia chocou os fãs mais hardcore da startup, mas para o restante da humanidade isso significa que a empresa conseguirá o dinheiro necessário para continuar evoluindo e, finalmente, tornando a realidade virtual mais palpável.

A Samsung também está mexendo seus pauzinhos para não ficar para trás em relação ao assunto, e, ao invés de competir diretamente com a Oculus, fez uma parceria com a empresa para produzir o Gear VR – que o Canaltech já experimentou. Os óculos da empresa coreana já estão disponíveis para compra, e os usuários do Galaxy Note 4 já podem usar o headset para ver filmes, vídeos e interagir com alguns games.

Sem grana para um Oculus Rift ou um Samsung Gear VR? Sem problemas. O Google também já apresentou o Google Cardboard, um aplicativo para Android que conta com a ajuda de um pedaço de papelão e elásticos para se transformar em um óculos de realidade virtual.

Google Cardboard