2019 será o ano dos wearables; mas o que deve acontecer até lá?

Por Colaborador externo | 22 de Maio de 2015 às 17h00
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Por Marcelo Abreu*

Inteligente, bonito e quase invisível. Além de vestíveis e úteis, é essencial que as tecnologias sejam também atraentes e discretas. Percebo que cada vez mais o consumidor tem buscado não só um simples dispositivo móvel, mas um relógio com um design legal, que seja confortável e que não siga muito aquela linha prototipada com traços de ficção científica. Prova disso é uma pesquisa realizada pelo Gartner em dezembro de 2014, que revela que esse mercado evoluirá de tal forma que 30% deles se tornarão imperceptíveis ao olho humano. Atualmente já existem alguns dispositivos que preparam o ambiente para esse tipo de tecnologia, por exemplo o uso de lentes de contatos e joias inteligentes.

A companhia ainda estima que até 2018, 25 milhões dos wearables vendidos serão usados nos rostos dos usuários. Como especialista, já tenho visto isso acontecer e o mercado tem caminhado muito nesse sentido, contudo, o que se vê hoje irá mudar e se desenvolver para novos caminhos. Na minha visão, o glass não será mais utilizado apenas para aquela coisa geek, mas para algo muito mais profissional. Seu possível uso pode ser, por exemplo, para a instalação de um armário em uma residência sem acertar o cano de água. Ou a possibilidade de visualizar em realidade aumentada se o móvel que deseja comprar cabe ou não na sala de estar. Esses são apenas algumas ideias, mas no campo da medicina, no campo do transporte, entre outros, ainda há muita coisa para acontecer.

Apesar de 2014 não ter sido tão promissor para os amantes de wearables, sem muitas novidades no mercado, que se manteve apenas na mesma linha de relógios e óculos, muita coisa ainda vai acontecer, até chegar ao número de 126 milhões de vendas de wearables device, em 2019, conforme prevê relatório divulgado em março, pela empresa de consultoria de mercado IDC. Um dos fatores que irá impulsioná-lo para esse grande salto é o recente lançamento do Apple Watch, que a meu ver já está despertando o interesse de muitos para esse mercado. Além de reavivar nos fabricantes de Android, o desejo de lançar um produto ainda melhor. Verdade seja dita, mas essa guerra entre o IoS e o Android é até que saudável, constantemente um alavanca o outro para o aperfeiçoamento.

Essas são as tendências, é assim que o mercado de tecnologia será muito em breve. No entanto, daqui até o ano de 2019 há ainda muitos desafios pela frente, como o tempo de desenvolvimento de projetos, que já vem diminuindo ano após ano, e o que antes era considerado um projeto rápido em seis meses, hoje já é classificado como longo. Outra barreira que precisa ser quebrada é a resistência do brasileiro em utilizar esses novos dispositivos móveis, o alto custo e a falta de inovação os afastam desse mercado. Na minha visão o fundamental seria criar no usuário uma necessidade, fazer com que aquele dispositivo seja essencial para ele. Afinal, o grande segredo de tudo isso é o público, é o consumidor. É necessário cativa-lo o quanto antes, no fim o que vai fazer realmente a diferença será a quantidade de usuários que você conquistou.

*Marcelo Abreu é gerente executivo do Venturus – Centro de Inovação Tecnológica

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