10 tendências que vão mudar a forma de interagir com os smartphones em 2014

Por Redação | 17 de Dezembro de 2013 às 11h35
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Você já deve ter ouvido falar que os dispositivos móveis, como tablets e smartphones, se tornaram verdadeiras extensões do nosso corpo. Afinal, confesse: quantas vezes você checa o seu celular todos os dias? E mais: quantas tarefas você deixa de realizar no computador ou pessoalmente para fazer tudo ali, direto no aparelho?

Para comprovar essa teoria, o ConsumerLab, área da companhia Ericsson que estuda o comportamento dos usuários, identificou as principais tendências para 2014 baseadas na utilização da tecnologia móvel no nosso dia a dia. Por mais de 15 anos, o instituto conduziu pesquisas para explorar os valores, comportamentos e modos de utilização dos usuários de produtos e serviços portáteis - foram várias entrevistas anuais com mais de 100 mil pessoas em cerca de 40 países e 15 grandes cidades espalhadas pelo mundo.

"A tendência mais importante que vemos é a demanda em massa por aplicativos e serviços em todas as indústrias e setores da sociedade - o que tem o potencial de mudar radicalmente a vida cotidiana", explica Júlia Casagrande, especialista do ConsumerLab da Ericsson no Brasil.

1) Os aplicativos que mudam a sociedade

A rápida aceitação mundial de smartphones mudou completamente a forma como nos comunicamos e usamos a internet. Agora, entramos em uma nova fase de diversificar rapidamente o uso do smartphone - e as pessoas estão à procura de aplicativos em todos os setores da sociedade. Isso inclui tudo, desde compras até comunicação e transporte. Os aplicativos estão se tornando mais importantes do que o telefone que você usa.

2) Seu corpo é a nova senha

Sites estão exigindo senhas cada vez mais longas com uma mistura de números, letras e símbolos quase impossíveis de se lembrar. Isso está levando a um crescente interesse por alternativas biométricas. A pesquisa descobriu que 52% dos usuários de smartphones querem usar suas impressões digitais em vez de senhas - no Brasil, o número sobe para 79%,- e 48% estão interessados ??em usar o reconhecimento da íris do olho para desbloquear sua tela. Um total de 74% acredita que smartphones biométricos se tornarão comuns a partir de 2014 (por enquanto, o único telefone com equipado com essa tecnologia é o iPhone 5S, da Apple).

3) Automedição de saúde

Pressão arterial, frequência cardíaca e passos são apenas alguns exemplos de como queremos nos medir por meio de dispositivos móveis (sempre utilizando dados personalizados). Um total de 40% dos usuários de smartphones quer utilizar o aparelho para registrar todas as suas atividades físicas e 56% desejaria monitorar dados da saúde do próprio corpo, como pressão arterial e frequência cardíaca, usando um anel. No Brasil, os números são de 45% e 69%, respectivamente.

4) Internet em qualquer lugar

Usuários de smartphones no Brasil sabem que a internet nos dispositivos móveis é uma das piores em todo mundo, tanto em qualidade de sinal como no valor dos planos oferecidos pelas operadoras de telefonia. O estudo revela que os donos de telefones celulares querem, além dos aplicativos, poder utilizar a rede em qualquer lugar, uma tendência que, aos poucos, deve ser implementada no país.

5) Os smartphones vão reduzir a exclusão digital

O acesso à internet em escala global ainda é distribuído de forma desigual, dando origem ao que é conhecido como exclusão digital. Contudo, o crescimento dos smartphones mais baratos significa que os consumidores não precisam de dispositivos caros para acessar serviços conectados. Um total de 51% dos usuários acredita que seu celular é seu produto tecnológico mais importante e, para muitos, está se tornando um dispositivo primário para o acesso à web.

6) Os benefícios online superam preocupações

Com a Internet se tornando cada vez mais parte integrante de nossas vidas, os riscos associados a estar conectado se tornam mais evidentes. Cerca de 56% dos usuários que entram diariamente na rede se preocupam com questões de privacidade, mas apenas 4% deles dizem que usam menos a internet por essa razão. Em vez disso, os consumidores utilizam estratégias para reduzir o risco, como ser mais cautelosos sobre o tipo de informações pessoais que fornecem a sites e outros serviços.

7) Compartilhamento de vídeos

Pode perceber: parece que estamos cada vez mais propensos a escolher aquilo que nós mesmos vamos assistir, mas nossos amigos influenciam parte das nossas escolhas. A pesquisa constatou que 38% dos entrevistados dizem assistir, várias vezes por semana, a vídeos recomendados. Os amigos têm quase tanto impacto quanto os blogs que lemos e as músicas que escutamos. No Brasil, 46% dos usuários afirmam assistir vídeos postados por outras pessoas diariamente ou, pelo menos, várias vezes na semana. Além disso, 34% recomendam aos amigos assisti-los e 36% utilizam dicas de vídeos postadas por outros contatos.

8) Dados visíveis

Um total de 48% dos consumidores usa aplicativos para entender melhor seu consumo de dados dos planos contratados pelas operadoras. Enquanto 41% quer saber apenas quantos dados usam, 33% quer ter certeza que suas faturas de cobrança estão corretas e 31% se preocupam em não ultrapassar o plano da operadora. A pesquisa também revelou que 37% dos usuários de smartphones usam aplicativos regularmente para testar a velocidade de sua conexão. A amostra brasileira chega a 53%.

9) Sensores em lugares comuns

À medida que os serviços interativos de internet se tornaram mais comuns, os consumidores esperam cada vez mais que o ambiente ao seu redor acompanhe essa tendência. Até o ano de 2016, 60% dos usuários de smartphones acreditam que sensores serão usados em todos os lugares da cidade, desde a área de saúde até o transporte público, tanto em carros quanto em casas e escritórios.

10) Aperte o play, pause e recomece em qualquer lugar

Como 19% do total de tempo de fluxo de vídeo (streaming) é usado em telefones ou tablets, os consumidores estão migrando cada vez mais para outros locais onde assistem TV no seu dia a dia. Por exemplo, eles podem começar a ver um conteúdo em casa, pausar e recomeçar enquanto voltam do trabalho para casa. Enquanto mudam de lugar, é possível que também mudem de dispositivo.

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