O mercado de trabalho infelizmente carrega alguns preconceitos contra certos grupos sociais. É o caso do etarismo, ageismo ou idadismo; seja qual for o nome, é a discriminação contra os de meia-idade ou mais velhos. A Talento Sênior, empresa de recrutamento de profissionais acima de 45 anos, fez um levantamento das dez perguntas mais “etaristas” ditas nas entrevistas de emprego — e que, claro, devem ser evitadas.

Uma pesquisa recente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) constatou que em 2020 54% dos profissionais técnicos eram jovens adultos na faixa dos 18 aos 29 anos. Já os profissionais do grupo de mais de 50 anos eram apenas de 2,7%. Além disso, no comparativo com 2015 o percentual dos mais velhos caiu 7% entre os homens e 9,4% entre as mulheres.

Segundo Cristina Sabbag, chefe de diversidade e sócia da Talento Sênior, as questões delicadas mais ouvidas pelos seniores são:

Convivência intergeracional leva as empresas a alcançarem bons resultados (Imagem: Reprodução/Beth Macdonald/Unsplash)

A empresa de RH também evidenciou que a convivência intergeracional, isto é, a interação entre profissionais mais velhos e mais jovens, leva as empresas a alcançarem bons resultados. De acordo com Sabbag, as empresas podem eliminar atitudes etaristas a partir das seguintes ações:

Uma enquete de 2019 da Associação Americana dos Aposentados (AARP, na sigla em inglês) dizia que sete em cada dez adultos gostam de trabalhar com pessoas de gerações diferentes das suas. Os trabalhadores mais experientes apreciam as habilidades tecnológicas, criatividade e novas perspectivas dos colegas mais jovens. E os funcionários mais novos valorizam a sabedoria e a experiência dos colegas mais velhos.

“É importante que os resultados exijam interdependência de tarefas e funções e que a integração entre eles seja feita de forma contínua. Então, é preciso começar a planejar como estabelecer políticas de integração e manutenção de profissionais maduros na empresa e preparar equipes e líderes para essa realidade. O preconceito precisa ser combatido”, conclui Sabbag.