Com o mundo lidando com a nova onda da pandemia de covid-19, causada pela variante a Ômicron, países que exigem o passaporte de vacina estão vendo um aumento na compra de certificados fraudulentos da imunização. As informações são da Check Point Software.

A alta transmissibilidade e a rápida disseminação da variante Ômicron, combinadas com questões relacionadas ao recurso e fornecimento do testes rápidos de fluxo lateral e de PCR, criaram uma nova lacuna no mercado que os fraudadores estão mais uma vez procurando explorar. De acordo com a Check Point Software, pelo menos um grupo que estava ativo durante a onda da variante Delta, e que estava dormente desde outubro de 2021, ressurgiu para explorar a atual situação.

Grupo inativo desde outubro de 2021 volta a ativa com variante Ômicron. (Imagem: Divulgação/Check Point Software)

Os clientes em potencial podem ser pessoas que testaram positivo, se recusaram a fazer o teste ou não estão dispostas a tomar a vacina, optando por pesquisar na Internet à procura de alternativas. Os usuários incautos também podem ser vítimas, sendo atraídos para domínios fraudulentos ou suspeitos enquanto procuram orientação e conselhos genuínos.

Aumento no preço dos certificados falsos

A Check Point também observou um aumento dramático na quantidade de dinheiro nas transações por vacinação fraudulenta ou certificados falsos de teste. Logo após o anúncio inicial dos documentos de vacinação em 2021, os certificados de teste de PCR e antígeno falsificados eram normalmente vendidos em valores entre US$ 75 (R$ 413,5 na cotação atual) e US$ 100 (R$ 551,2). Agora, porém, a faixa é entre US$ 200 (R$ 1,2 mil) e US$ 600 (R$ 3,3 mil), representando um aumento de até 600%.

Aumento de preço nos certificados falsos de vacina. (Imagem: Divulgação/Check Point Software)

“Sem um sistema centralizado para certificação de testes e vacinas, é muito fácil para os golpistas explorarem a situação atual a seu favor. Isso é certamente o que estamos verificando aqui, com alguns grupos de fraudadores que estão inativos há meses ressurgindo para ‘colher frutos’ sobre o que puderem da mudança do cenário pandêmico”, explica Liad Mizrachi, especialista em segurança da Check Point Software.