O Xperia Pro-I foi lançado como um dos celulares mais inovadores de 2021 ao oferecer câmera com sensor de uma polegada. A Sony aposta alto nas especificações fotográficas dos seus flagships, visando diferenciá-los exatamente pela sua expertise nesse segmento, mas pelo visto isso cobra um preço.

Ele ainda é um smartphone — e de difícil reparo. O desmanche do Xperia Pro-I mostrou que suas entranhas são complexas, e que o usuário deverá acabar optando por assistência especializada caso sua unidade dê defeito.

Inicialmente, a quantidade de parafusos não assusta. Alguns estão vedados por fitas que tornam as placas menos confusas visualmente. Porém, mesmo para mexer na bateria o trabalho é complexo: isso exige desacoplar alguns componentes conectados por cabo flat realmente minúsculo. E em seguida aplicar um solvente para liberar a fita que cola a bateria.

Reparo de tela é ainda mais complexo, vez que para remover a placa lógica principal o usuário precisa desencaixar os módulos de vibração e alguns outros. Os conectores de câmera — sendo quatro — também só são acessíveis pela parte da placa-mãe que fica virada para a tela, tornando reparos realmente trabalhosos.

Além disso, chama a atenção a fragilidade dos cabos flat utilizados. No vídeo de desmanche nenhum ficou danificado — mas o processo foi realizado por alguém habituado ao procedimento.

Sem sistema de resfriamento

Outra curiosidade é que a Sony não se deu ao trabalho de inserir um sistema de resfriamento dedicado para a memória e o processador. Vale lembrar que o celular pode atingir a resolução 4K — algo comum em seus produtos — em determinados serviços, o que exige muito do processador focado em renderizar gráficos, por exemplo.

Por todos esses problemas internos, o Xperia Pro-I ganhou nota 3/10 em reparabilidade. Ele não está disponível no Brasil e nem deverá ficar. Por isso, caso opte pela importação, saiba que a mão de obra para eventuais reparos precisará ser específica para o conserto ser bem-sucedido.