Ao contrário das plantas, os animais não podem realizar a fotossíntese para gerar o próprio oxigênio, ainda que o cérebro dependa do oxigênio para produzir a energia necessária para funcionar. Mas no último dia 13, pesquisadores da Ludwig Maximilian University of Munich (Alemanha) descobriram uma maneira de aproveitar a fotossíntese para fornecer oxigênio aos neurônios, injetando algas em girinos. 

Os pesquisadores cultivaram algas verdes e cianobactérias, que produzem oxigênio com a iluminação, e então injetaram uma pasta de algas no coração dos girinos. Os corações bombearam os micróbios através dos vasos. A equipe descobriu que, após a iluminação, aumentava a concentração de oxigênio nos ventrículos (as câmaras do coração cuja função é bombear o sangue para a circulação).

(Imagem: CreativeNature_nl/envato)

Quando os pesquisadores esgotaram o oxigênio da água em que os animais nadaram, a atividade neuronal, medida por gravações elétricas de nervos representativos, parou. Mas eles conseguiram reiniciar a atividade no cérebro, iluminando os animais que receberam injeções de microorganismos. Quando eles desligaram a luz, a atividade neuronal cessou novamente.

Embora o experimento tenha sido um sucesso, os pesquisadores ressaltam que não está claro se as descobertas poderiam ser traduzidas para o tratamento de doenças nas quais o cérebro passa "fome de oxigênio". Ainda assim, o artigo pode ser um passo importante para um dia manter alguém vivo quando um derrame corta o suprimento de oxigênio do cérebro. O estudo completo pode ser encontrado na revista iScience.