A startup brasileira de infraestrurura Dock levantou US$ 110 milhões (R$ 565 milhões) em uma rodada de financiamento growth liderada pela Lightrock e Silver Lake Waterman, e com isso foi avaliada em mais de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,7 bilhões). Tornou-se assim um "únicórnio", apelido de empresas com valor acima de US$ 1 bilhão.

A companhia, com sede em São Paulo, opera uma plataforma para pagamentos e bancos digitais em toda a América Latina, onde há uma grande demanda por infraestrutura financeira, de acordo com o TechCrunch. Investidores de outras rodadas, como Riverwood Capital, Viking Global Investors e Sunley House Capital, também participaram do novo financiamento.

A fintech surgiu após as marcas Conductor, Dock e Muxi serem unificadas em agosto de 2021 para oferecer uma gama mais completa de serviços financeiros. A Conductor era uma empresa de 25 anos de cartões de crédito e com vendas anuais de cerca de US$ 4,3 milhões (R$ 22 milhões). Em 2014, a empresa de capital Riverwood e o empresário Antônio Soares, atual CEO da Dock, compraram 100% da Conductor e remodelaram a startup para o que é hoje.

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A base de clientes da Dock inclui outras fintechs, varejistas, bancos e empresas de tecnologia. O foco destas empresas está em melhorar a experiência não só dos clientes já atendidos por bancos como também trazer os não bancarizados e sub-bancarizados para as plataformas digitais de pagamentos e contas.

A Dock pretende usar seu novo capital para acelerar o desenvolvimento de produtos, expandir para outros países e ampliar a equipe. Atualmente, a empresa conta com 1.936 funcionários com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Cidade do México. Fora do Brasil, tem operações no México, Peru, Chile, Colômbia, Argentina, Equador e República Dominicana. Opera ainda 65 milhões de contas ativas com mais de 300 empresas clientes e processa mais de 5 bilhões de transações por ano.