A Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de anunciar, de acordo com a Bloomberg, que seus testes com a hidroxicloroquina foram interrompidos. O medicamento vem sendo testado contra a COVID-19, doença provocada pelo novo coronavírus, pela sua iniciativa Solidarity, que vem coordenando testes para o tratamento ideal em diversos países.

A decisão, anunciada nesta segunda-feira (25), acontece poucos dias depois de a revista científica Lancet divulgar um estudo sobre o uso do medicamento, alegando que o seu uso pode ser fatal.

De acordo com a pesquisa, realizada com base em 96 mil pacientes de hospitais do mundo todo, foi constatado que a cloroquina (ou hidroxicloroquina), seja associada a antibióticos ou não, apresenta uma taxa de mortalidade consideravelmente maior em relação aos pacientes que não fizeram seu uso.

Soumya Swaminathan, cientista-chefe da Organização Mundial de Saúde, contou em coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça, que é importante continuar a colher evidências sobre a eficácia e a segurança do uso do medicamento. "Nós queremos usá-la se for segura e eficaz, se reduz a mortalidade e o tempo de hospitalização sem aumentar os efeitos diversos", disse a cientista.

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O chefe do programa de emergência de saúde da OMS, Mike Ryan, contou que não há sinais de qualquer problema nos testes do Solidarity, mas que a decisão foi tomada como forma de extrema precaução. O conselho de monitoramento de segurança deve se encontrar novamente para discutir o tema, com a decisão sendo revisada nas próximas semanas.

Segundo o estudo divulgado na semana passada, o uso da cloroquina ou hidroxicloroquina provoca o aumento da taxa de mortalidade, além de aumentar os riscos de arritmia ventricular, o que pode causar uma parada cardíaca.