Usuários pedem soltura dos responsáveis pelo Mega Filmes HD

Por Redação | 19.11.2015 às 11:45

Citado como um dos maiores sites piratas de filmes da América Latina, é claro que o iminente fechamento do Mega Filmes HD vai impactar muitos brasileiros. Os internautas não reagiram bem à notícia de que um casal de Sorocaba, responsável pela operação do serviço, havia sido preso nesta quarta-feira (18) e, agora, apoiam em peso uma petição do Partido Pirata para que eles sejam liberados.

Com mais de 5,6 mil assinaturas no momento da produção deste texto, a organização pede que a dupla seja libertada em prol do “livre compartilhamento de cultura e informação”. Além disso, critica politicamente o fato de que permanecem soltos o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, apontado como envolvido em desvio de dinheiro, e os responsáveis pela empresa Samarco após o desastre no interior de Minas Gerais.

Além disso, citam o Mega Filmes HD como “democratizador da cultura” em um “país rico em que o povo é pobre e paga por uma internet, televisão a cabo e cinema caros”. Alegando que a prisão do casal é desproporcional à violação de direitos autorais apontada pela Polícia Federal, o Partido Pirata deseja alcançar 7,5 mil assinaturas e entrega-las à Presidência da República, Ministério da Justiça e PF.

Como parte da operação Barba Negra, um casal da cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, foi preso e apontado como os principais administradores do site Mega Filmes HD. Os dois, e mais cinco pessoas que foram levadas à delegacia apenas para prestarem esclarecimento, responderão pelos crimes de violação de direitos autorais e organização criminosa, com penas que podem variar de dois a 15 anos de prisão.

De acordo com a Polícia Federal, o Mega Filmes HD é o maior site de pirataria da América Latina, tendo registrado mais de 60 milhões de acessos durante o primeiro semestre de 2015. As autoridades afirmam também que as receitas com publicidade do serviço geravam cerca de R$ 70 mil por mês para os indiciados, uma vez que os usuários eram obrigados a clicar em diversos anúncios antes de acessarem, sem pagar, os filmes e séries desejados.

Fonte: Avaaz