Suécia quer que sistemas operacionais proíbam ativamente conteúdos piratas

Por Redação | 04 de Agosto de 2016 às 10h31
photo_camera Café com Notícias

Quando o Windows 10 foi lançado no ano passado, surgiram rumores de que o sistema operacional havia sido equipado com um recurso que bloqueava conteúdos piratas. Segundo alguns relatórios da época, isso permitiria que a Microsoft impedisse, por exemplo, que conteúdos fossem baixados via torrent. A situação trouxa bastante controvérsia, uma vez que a empresa poderia baixar atualizações de software e realizar alterações para impedir que as pessoas jogassem jogos falsificados.

Tecnicamente, isso seria suficiente para que a Microsoft bloqueasse jogos piratas de seus usuários em todo o Windows 10. Mas, até o momento, não há nenhuma indicação de que a empresa esteja colocando isso em prática. No entanto, esta semana, o assunto foi destaque novamente por causa de um relatório publicado pela Black Market Watch e pela Global Initiative Against Transnational Organized Crime, na Suécia, que fez diversas recomendações sobre a pirataria online.

De acordo com o relatório, a indústria poderia ser mais incisiva para combater a pirataria e todo conteúdo pirateado deveria ser proibido pelos sistemas operacionais. "Empresas que possuem a capacidade e potencial de limitar a pirataria são as empresas que possuem os principais sistemas operacionais que controlam computadores e dispositivos móveis, tais como Apple, Google e Microsoft", diz o relatório. "Os produtores de sistemas operacionais devem ser encorajados a bloquearem downloads de material que viola direitos autorais."

Enquanto a Suécia não tem influência suficiente para fazer um impacto sobre essas fabricantes globais de software, a aplicação de pressão através dos grupos comunitários e de comércio internacional pode trazer algum efeito. "A capacidade da Suécia para influenciar isso como um único estado é pequena, mas pode agir através da UE e da comunidade internacional. Detentores de direitos autorais também podem desempenhar um papel na promoção deste meio de associações internacionais da indústria", observa o relatório.

Por enquanto, parece ser improvável que o plano se torne realidade em um futuro próximo. Nesta semana, o provedor de internet sueco Bahnhof respondeu ao relatório afirmando que não quer atuar como "polícia de pirataria" e que a Apple, Google e Microsoft também estarão felizes em desempenhar este papel.

Via TorrentFreak