Sétima temporada de "Game of Thrones" foi pirateada mais de um bilhão de vezes

Por Redação | 06 de Setembro de 2017 às 10h22

Game of Thrones continua mantendo o posto de série mais pirateada da história, com os números de sua sétima temporada apontando para mais de um bilhão de acessos irregulares aos capítulos. Os números são da MUSO, uma empresa especializada em números do mercado digital e que, mensalmente, libera rankings relacionados à pirataria na internet.

Os números do mercado cinza concordam com as métricas divulgadas oficialmente pela HBO. Segundo o canal, a sétima temporada de Game of Thrones foi a que teve maior audiência desde que o seriado começou a ser exibido, e, na internet, os episódios também foram os mais pirateados desde a estreia. Cada um deles teria sido acessado de forma irregular 140 milhões de vezes, enquanto, nos meios legítimos, eles teriam acumulado 32 milhões de visualizações.

Os dados da pirataria também mostram uma mudança nos hábitos de consumo dos fãs. Por conta da transmissão simultânea de Game of Thrones em vários países do mundo e também pela internet, os serviços ilegais de streaming contribuíram com nada menos do que 84,7% de todas as visualizações irregulares dos episódios.

Enquanto isso, os downloads, métodos mais tradicionais para obtenção de capítulos no mercado cinza, caíram vertiginosamente. A soma entre serviços de torrent e aqueles que permitem baixar os episódios diretamente representaram pouco mais de 15% do total, mostrando que a revolução causada pela Netflix também está chegando aos sete mares.

Ajudou, por exemplo, o fato de que, dos oito capítulos desta temporada, três vazaram na internet antes da hora. Ao mesmo tempo que isso contribuiu para o número de downloads, os dados também mostram uma certa fidelidade por parte dos fãs, com muitos deles esperando até as noites de domingo para assistirem a Game of Thrones juntos com todo o restante da base, mesmo que a partir de streamings ilegais.

A MUSO chama a atenção para o crescimento dessa modalidade de pirataria, que parece estar se tornando um problema cada vez maior na medida em que estúdios e donos de direitos autorais ainda não foram capazes de sequer coibir os downloads tradicionais. O foco na comodidade parece ser o principal fator aqui, além da ideia de que não é preciso ser um assinante da HBO para ver Game of Thrones e outros seriados restritos.

Além disso, a firma aponta para o fato que, devido a restrições em seu sistema de análise, os números não incluem o tráfego pirata oriundo da China – um país onde esse tipo de prática é bastante comum, principalmente por causa das restrições impostas pelo Governo. Sendo assim, a ideia é de que os volumes de download e audiência irregulares podem ser bem maiores do que os totais descomunais já exibidos aqui.

Fonte: Torrent Freak

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